
Centro Cultural Raiano homenageou a viola beiroa
O Centro Cultural Raiano assinalou o seu 29.º aniversário, consolidando o seu papel como um dos pilares da estratégia cultural do Município de Idanha-a-Nova e peça fundamental na distinção do concelho como Cidade Criativa da Música pela UNESCO.
Para celebrar quase três décadas de dedicação à cultura, artes e ao património, o Centro Cultural Raiano promoveu um evento dedicado à viola beiroa. Em destaque esteve o lançamento do livro-disco “A Viola Beiroa: Tradição e Identidade da Beira Baixa”, uma obra que documenta a importância histórica e contemporânea deste instrumento icónico. As comemorações incluíram também a inauguração da exposição “Requintinha”, com ilustração de Ivone Ralha, e que se encontra patente na Sala de Exposições 2 do Centro Cultural Raiano.
No Auditório, subiu ao palco o espetáculo “Violas EnCantadas & Convidados”, de José Barros, Fernando Deghi e Ricardo Fonseca, e que contou com a participação das Adufeiras de Idanha-a-Nova, assim como de Amélia Fonseca e Adosinda Xavier e Idalina Gameiro. A estes juntaram-se também José Manuel Neto, Pedro Jóia, Rogério Peixinho e Joana Negrão.
A presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, Elza Gonçalves, sublinhou que a data festiva não deve ser encarada para celebrar «paredes nem pedras», mas sim as pessoas que dão alma ao edifício. «Este espaço não foi feito para separar, foi feito para acolher. Foi feito para o povo de Idanha ter por seu o que de melhor há no país», afirmou a autarca.
Num discurso focado na justiça social e na democratização da cultura, a autarca garantiu que, naquela casa, «não há elites, há vozes». «O Centro Cultural Raiano é povo organizado, povo criador, povo livre. É a prova de que, quando o povo tem espaço, constrói muito mais do que edifícios, constrói sentido. Que este castelo continue de portas abertas, porque enquanto houver povo, haverá Centro Cultural Raiano», concluiu.












