
Academia em Concerto encerra ano letivo com celebração de gerações, percursos e sonhos partilhados
O Estúdio Metamorfose acolheu a última edição do ano letivo do Academia em Concerto, iniciativa da Academia de Música de Coimbra, em parceria com o Diário de Coimbra, que continua a proporcionar aos alunos uma experiência singular de apresentação pública em contexto profissional.
A sessão voltou a reunir participantes de diferentes idades, percursos de vida e níveis de aprendizagem, demonstrando que a música continua a ser um espaço privilegiado de encontro entre gerações, interesses e experiências.
Ao longo deste ano letivo, o projeto realizou cerca de vinte concertos transmitidos em direto, envolvendo mais de duas centenas de alunos.
Cada participante teve a oportunidade de viver uma experiência particularmente enriquecedora no contexto do ensino artístico: atuar ao vivo e em direto num estúdio profissional, onde a qualidade da captação sonora se cruza com a realização vídeo multicâmara.
Mais do que apresentar resultados, o projeto procura preparar os alunos para o palco, aproximando-os das exigências, emoções e responsabilidades de uma apresentação real, ao mesmo tempo que cria memórias inesquecíveis para o seu percurso pessoal, familiar e artístico.
Esta última sessão ficou marcada pela presença de alunos entre os 8 e os 70 anos, revelando uma vez mais a abrangência do trabalho desenvolvido pela Academia de Música de Coimbra.
Na flauta transversal apresentaram-se Sofia Fonseca e Alice Simões, ambas alunas da professora Ana Catarina Lopes.
Sofia, que frequenta a Academia desde 2012, conciliou ao longo dos anos o percurso musical com os estudos em Arqueologia na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e a atividade de professora de natação, exemplo de dedicação e versatilidade.
Alice iniciou o seu percurso musical em 2020 e tem-se destacado pelo empenho e sentido de responsabilidade, conciliando a música com a prática de ginástica acrobática e o interesse pelas Ciências Naturais.
O piano esteve representado por vários alunos de diferentes gerações.
Diogo Ribeiro, aluno do professor João Ferreira desde 2016, apresentou uma obra especialmente dedicada ao avô e ao tio, transformando a música num espaço de homenagem e memória familiar.
Também com o professor João Ferreira subiu ao palco Américo Alçada, aluno da Academia desde 2015, apaixonado por computadores e programação, que encontra na música uma forma privilegiada de expressão pessoal.
Entre os mais novos estiveram Carolina Mendes, de 9 anos, e Eduardo Barra, de 12, ambos alunos do professor Pedro Ferreira.
Carolina trouxe ao palco a espontaneidade que a caracteriza, dividindo as suas atenções entre o amor pela sua cadelinha e a eterna dúvida futebolística entre Benfica e Académica.
Já Eduardo, assumidamente academista, concilia o piano com o judo, as coleções de cromos e uma forte ligação à natação, área onde demonstra um talento especial.
Também ao piano apresentou-se José Pedro Duarte, aluno do pólo da Academia em Condeixa.
Depois de iniciar o percurso nos programas Maestros de Palmo e Meio e À Descoberta do Instrumento, escolheu estudar piano com o professor Pedro Marques.
Nesta atuação esteve acompanhado pelo pai e pelo irmão, transformando o momento musical numa verdadeira partilha familiar.
Um dos momentos mais simbólicos da sessão foi protagonizado por Maria Alzira Neves, que ingressou na Academia em janeiro deste ano.
Aluna do professor João Ferreira, subiu ao palco para concretizar um sonho antigo, demonstrando que nunca é tarde para iniciar uma aprendizagem musical e que a música continua a ser uma poderosa ferramenta de realização pessoal e social.
A bateria marcou igualmente presença através de José Delgado e Salvador Viegas, alunos da professora Margarida Vinagre.
José, que iniciou os estudos na Academia em 2021, concilia a música com o futebol ao serviço da Académica, procurando evoluir continuamente enquanto baterista.
Salvador, que começou o seu percurso neste ano letivo, trouxe ao palco a energia e boa disposição que o caracterizam, partilhando ainda a sua paixão pelo xadrez e o sonho de vencer um torneio da modalidade.
Nesta atuação contou com a presença do pai na guitarra, reforçando a dimensão familiar da sessão.
O concerto reservou ainda um dos momentos mais emocionantes da tarde com a participação de Palmira Parente e Raul Ferrão.
Palmira chegou à Academia à procura de um amor antigo pela música.
Raul veio apenas acompanhá-la às aulas. O que começou como um gesto de companhia transformou-se numa aventura partilhada que levou ambos a tornarem-se alunos de piano do professor Pedro Ferreira.
Entre memórias, conversas, amizade e descoberta, o casal encontrou na música um novo espaço de encontro, simbolizando de forma exemplar a missão dos projetos da Academia.
Mais do que um simples concerto, esta sessão voltou a mostrar que o Academia em Concerto é um espaço onde cada atuação transporta uma história, uma identidade e um percurso de vida.
Entre crianças que dão os primeiros passos, jovens que conciliam a música com os desafios académicos e adultos que concretizam sonhos adiados, o palco transforma-se num lugar de crescimento, confiança e partilha.
Com público presente em estúdio e transmissão através das plataformas digitais da Academia de Música de Coimbra e do Diário de Coimbra, esta última edição encerrou um ano particularmente intenso, marcado por centenas de atuações, milhares de espectadores e inúmeras histórias de superação.
No essencial, voltou a confirmar a ideia que continua a orientar o projeto desde a sua criação: a música aprende-se nas aulas, mas ganha verdadeiramente sentido quando é partilhada com os outros.












