
MUSEU recebe obra de Inês Brites no Anozero’26
Inês Brites desenvolve uma prática centrada na relação com objetos do quotidiano e nas múltiplas camadas de sentido que estes convocam, operando num espaço de tensão entre o universal e o subjetivo. Numa alusão à ideia de montra, a sua intervenção no MUSEU — espaço concebido por Francisco Tropa para a primeira edição do Anozero, em 2015 — introduz uma dimensão pós-moderna da flânerie. A obra é simultaneamente deslocalizadora e desfuncionalizadora, mantendo uma dimensão deceptiva que remete para os efeitos e contradições do capitalismo tardio. Espiar a noite torna-se aqui um exercício de ocultação e voyeurismo mútuo. Uma persiana deixa entrever pequenos objetos que exigem um olhar atento, enquanto, no lado oposto, uma luz acesa projeta-se sobre o outro espaço, estabelecendo um diálogo subtil entre ambos.
MUSEU
Aberto 24h
Av. João das Regras, n.º 28, na Praça Cortes de Coimbra
ANOZERO’26 Últimos dias
Aproxima-se o encerramento do Anozero’26. Até 5 de julho, o público poderá ainda visitar a Bienal, que se encontra distribuída por oito espaços da cidade e reúne mais de meia centena de artistas, arquitetos e coletivos provenientes de diferentes geografias e gerações.
Organizada pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), pela Câmara Municipal de Coimbra e pela Universidade de Coimbra, a Bienal tem curadoria de Hans Ibelings e John Zeppetelli, com curadoria assistente de Daniel Madeira. Sob o tema Segurar, dar, receber, propõe uma reflexão sobre as relações entre exposição e habitação, cuidado e partilha, explorando a forma como os espaços podem ser simultaneamente lugares de encontro, acolhimento e transformação.
Nas últimas semanas da Bienal continuam a decorrer visitas guiadas, performances, lançamentos de livros, workshops e atividades do Programa Convergente, culminando num programa especial de encerramento nos dias 4 e 5 de julho. Toda a informação está disponível em https://www.anozero26bienaldecoimbra.pt












