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Diana Melo: Mãe em casa, treinadora no pavilhão, professora na escola e... Alcobaça

Da descoberta da patinagem em Alcobaça aos palcos internacionais, passando pela experiência como atleta, treinadora e mãe, Diana construiu no hóquei em patins uma história feita de paixão, laços e dedicação.

Diário de Coimbra Como é que surgiu a paixão pelo hóquei em patins?
Diana Melo Eu sou de Coimbra, os meus pais eram de Coimbra, são médicos, existiam duas vagas e foram para Alcobaça. Foi lá que comecei a descobrir a patinagem e outras modalidades. Aprendi a patinar aos seis anos. Fui federada no voleibol, no andebol, joguei ténis e fiz natação até ir para a fase da competição. Tive sempre a influência dos meus pais que acreditam e praticam desporto. Voltei ao hóquei em patins aos 14 anos. Formámos uma equipa com amigas e criei laços para a vida com o que vivi na modalidade. Fiquei com amigas para a vida no hóquei e adorava que esta equipa também criasse esse espírito. E acredito que possa criar. No meu 12.º ano fui ao Mundial, ao Europeu, entrei na faculdade, em Coimbra, e continuei ligada à modalidade. Fui, ainda, a um Europeu, joguei no AF Arazede, na Académica também, depois, gosto tanto disto, que voltei a jogar quando já tinha as três filhotas. Foi uma época que me soube muito bem e elas viram-me a jogar e acho que isso as influenciou.

Tem saudades dos tempos em que jogava?
Sempre que há momentos em que dá para jogar num 3x3, com o meu irmão, que também joga hóquei e já é veterano, aproveito e jogo um bocadinho. É uma modalidade muito satisfatória de jogar, dá prazer. Dá conforto. Gosto muito.

Quais os momentos mais felizes que já viveu num rinque de hóquei em patins?
Falamos em rinque, mas eu gostava muito do ambiente de balneário da minha equipa. Adorava aquele ambiente. Como atleta, adorava o meu balneário e a forma como entrava nos jo­gos. Nunca entrava nervosa. Apetecia-me jogar. Queria jogar. Era isso que eu gostava que elas sentissem sempre. Independentemente do que está em causa, vamos fazer aquilo que adoramos: jogar. Gostei muito da experiência de ir a um Campeonato do Mundo e a um Campeonato da Europa, mas, se calhar, gostei sempre mais do ambiente da minha equipa do que do ambiente da seleção. Depois, como treinadora, também já acompanhei vários grupos que hoje estão aqui. Já treinei o “Zémi”, o Matias, o Monteiro. Apanhei esse grupinho desde as “primeiras patinadas”. Gosto muito de brincar com eles, de ensinar o início e acompanhá-los até aos sub-11 e sub-13. Depois acompanhei também o grupo que hoje está nos sub-19, onde estão algumas atletas daqui. Houve muitos momentos que adorei. Adorei pegar numa autocaravana, levar as miúdas a Espanha e jogar com equipas espanholas. Adorei ir a um Campeonato Nacional de Sub-15. Elas entregavam-se, jogavam todas, participavam todas, e aquilo correu muito bem. Conseguimos ser vice-campeãs nacionais. Adorei os momentos do Eurockey, o que vivemos, o que sentimos, os laços que criámos e o reconhecimento que acabámos por ter. Para mim, também é muito bom, depois de um dia de trabalho, ir para o treino e estar com uma equipa simpática e educada.

 

"Para mim, também é muito bom, depois de um dia de trabalho, ir para o treino e estar com uma equipa simpática e educada", referiu a treinadora

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Fevereiro 12, 2026 . 11:10

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