
Mosteiro de Santa Clara-a-Velha volta a inundar com subida do Mondego
O Mosteiro de Santa Clara-a-Velha voltou “a sentir” os efeitos do mau tempo e da subida do caudal do rio Mondego, com as águas a “inundarem” um dos patrimónios da cidade de Coimbra, com funções museológicas, dotado de auditório, salas de exposições, loja e cafetaria, bem como toda a zona circundante.
Os jardins nas proximidades do monumento, muito utilizados pela população para caminhadas e exercício físico, tem zonas alagadas, o mesmo acontecendo com o acesso pelo túnel em direção à Praça da Canção que se encontra encerrado com portão fechado, mas a altura da água é bem visível do exterior, revelando a pressão crescente sobre toda a zona baixa ribeirinha.

Alguns estabelecimentos comerciais naquela área da cidade, como, por exemplo, a Tertúlia de Eventos, também sofreram com a subida das águas, estando, neste momento, a situação a ser monitorizada pelas entidades competentes.

Todavia, a água já entrou nas instalações e o vento que se fez sentir nos últimos dias destruiu a tenda existente na parte exterior do espaço de festividades.
Junto ao Portugal dos Pequenitos, o proprietário de restaurante Kebab Mir Baba, não tinha mãos a medir para retirar água de um armazém que serve de apoio ao seu estabelecimento comercial.
«Têm sido 24 sobre 24 horas a bombear água», adiantou à reportagem do Diário de Coimbra, confessando que «pouco ou nada tem descansado» para aliviar a situação e monitorizar a subida das águas.
Também a Praia Fluvial do Rebolim, em Coimbra, foi “engolida” pela subida das águas, prevendo-se que com a chegada da depressão Marta que o caudal continue a aumentar. Preocupação gera igualmente o rio Ceira, mais concretamente na zona de Cabouco, lugar da freguesia de Ceira, com a população a continuar alerta para a possibilidade de inundações.
Aliás, a Proteção Civil considerou ontem que o território nacional está com «um quadro meteorológico complexo de risco», alertando para o vento forte e persistente provocado pela depressão Marta que se deslocou para o norte do país ao longo da tarde de ontem.
Carlos Tavares, em declarações ao Diário de Coimbra, ontem ao final da tarde, dava conta do agravamento das condições meteorológicas.
«Estamos a sentir a esta hora (17h15) rajadas de vento mais fortes, que irão estender-se até as 21h00», referiu o responsável do comando sub-regional da Proteção Civil da Região de Coimbra.
Relativamente ao caudal do rio Mondego, consequência da precipitação que se tem feito sentir, o comandante Carlos Tavares precisou que a «subida das águas terão maior impacto no concelho de Montemor», embora toda a área esteja a ser monitorizada ao pormenor.













