
Resposta estruturada ao envelhecimento defendida no Congresso Nacional das Misericórdias
O 15.º Congresso Nacional das Misericórdias terminou hoje com o pedido de uma resposta estruturada ao envelhecimento entre as principais conclusões e a disponibilidade do setor social para cooperar na resposta aos problemas do SNS.
Dedicado ao tema “A atualidade de uma evolução segura”, o 15.º Congresso Nacional das Misericórdias decorreu entre quinta-feira e hoje no Fórum Braga.
Em comunicado, a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) destacou algumas das conclusões do encontro, sublinhando, no âmbito das respostas sociais, a necessidade de uma resposta estruturada ao envelhecimento.
Defendendo a articulação entre os serviços públicas da saúde e da segurança social, o Congresso considerou também urgente reformar e alargar o apoio domiciliário, garantindo soluções disponíveis 24 horas, todos os dias, de forma a permitir que os idosos permaneçam em casa “com segurança e dignidade”.
Dirigido à população mais idosa, o Congresso apontou ainda a implementação de programas de reabilitação dos lares existentes e expansão da rede em territórios de maior densidade populacional.
Ainda no âmbito das respostas sociais, as Misericórdias defendem priorizar a conclusão da rede de creches, a clarificação da resposta no pré-escolar e o reforço das políticas de apoio à deficiência.
15.º Congresso Nacional das Misericórdias decorreu entre quinta-feira e hoje no Fórum Braga
O 15.º Congresso Nacional reafirmou, por outro lado, a disponibilidade das Misericórdias para “aprofundar a cooperação com o Estado, as autarquias e os diferentes setores da sociedade”, incluindo no que respeita às respostas em saúde.
Nesse âmbito, as instituições afirmam-se como “parceiros indispensáveis do sistema de saúde”, desde os cuidados de saúde primários aos cuidados hospitalares e continuados, e defendem a valorização da complementaridade com o Serviço Nacional de Saúde (SNS).
As Misericórdias entendem poder desempenhar um papel na redução de listas de espera e melhoria do acesso a consultas, cirurgias e meios de diagnóstico.
Sublinham ainda a necessidade de reforçar a Rede Nacional de Cuidados Continuados e de desenvolver uma Rede Nacional de Saúde Mental, além da criação de respostas de retaguarda que permitam resolver o problema das altas hospitalares.
Ao longo dos três dias, foi discutido o papel das Misericórdias na coesão territorial, a importância da qualificação e valorização dos recursos humanos, da inovação e da digitalização, e o património.
Na questão do património, o Congresso apontou a necessidade de garantir acesso a financiamento e a programas comunitários que permitam a sua preservação e valorização, incluindo enquanto ativo económico, nomeadamente no contexto do turismo.
No último dia do encontro, o Congresso homenageou o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Macau, António José Freitas, distinguido como Grande Benemérito da UMP, Grau Ouro, reconhecido pelo apoio concedido às Misericórdias portuguesas nos incêndios de 2017, na pandemia da covid-19 e nas tempestades no início de 2026.










