
Município cria equipa de trabalho para rastreamento de danos
O rasto de destruição deixado pela depressão Kristin na Figueira da Foz, na passada madrugada de 28 de janeiro, levou a Câmara Municipal a constituir uma equipa de trabalho com o objetivo de efetuar o rastreamento de danos registados em todo o concelho. Os dados são provisórios e os valores estão a ser atualizados diariamente, no entanto, ao dia de ontem o balanço realizado apontava para prejuízos de cerca de 3,5 milhões de euros (ME).
De acordo com a informação divulgada pela vice-presidente Anabela Tabaçó, os edifícios municipais e os equipamentos desportivos e de recreio sofreram estragos acima dos 1,6 ME, enquanto nas infraestruturas de sinalização e na rede viária e pluvial verificaram-se danos de mais de 1 ME. Já o parque escolar assinalou estragos de 524 mil euros, sendo o Agrupamento de Escolas Figueira Mar o mais atingido (228.500 euros). Por sua vez, a EB1 da Costa de Lavos ficou sem condições para serem lecionadas aulas, pelo que os alunos foram transferidos, provisoriamente, para as instalações da associação Casa dos Pescadores, situada na mesma localidade.
Entretanto, nos espaços verdes foram contabilizados 161 mil euros e em infraestruturas elétricas e de telecomunicações 23 mil euros. Já no que diz respeito a particulares, os maiores estragos são maioritariamente nos telhados das habitações. Refira-se que, até ao dia de ontem, já tinham sido feitas 50 participações dos danos sofridos por munícipes na plataforma que a autarquia figueirense disponibilizou para o efeito.
Edifícios municipais e equipamentos desportivos e de recreio sofreram estragos acima dos 1,6 ME
«Nós estamos cá com disponibilidade total para ajudar os particulares, que são os que mais nos preocupam, porque as empresas acabam por ter os seus seguros», afirmou Anabela Tabaçó. Não obstante, a vice-presidente asseverou que estão a «trabalhar em franca colaboração com todos» e que está em contacto com a Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz para fazer levantamento quanto aos estragos nas infraestruturas do tecido empresarial do concelho, que se estima que rondará os 1,4 ME.
De mencionar ainda que durante a passagem da depressão Kristin, a Divisão de Ação Social do Município da Figueira da Foz procedeu ao realojamento de seis agregados familiares no bairro social da Leirosa, num total de 20 pessoas. Entretanto, um agregado de três pessoas foi realojado em apartamento de emergência social e dois agregados de duas pessoas foram hospedados em alojamento local. Foram ainda acolhidas sete pessoas em situação de sem-abrigo num hostel. Além disso, foram dados apoios económicos para refeições e bens alimentares.
Levantamento das necessidades das famílias
«Continuamos a fazer no terreno o levantamento socioeconómico de todas as famílias com necessidades evidenciadas», referiu a vereadora Olga Brás, sublinhando que foi dada uma «resposta robusta» entre a Divisão de Ação Social, a Proteção Civil e a ULS do Baixo Mondego.
Por sua vez, o presidente da Câmara da Figueira, Pedro Santana Lopes, aproveitou a reunião do executivo de ontem para explicar o que foi feito pelas várias entidades antes e depois da intempérie. «Na generalidade, temos procurado fazer tudo aquilo que está ao nosso alcance», asseverou o autarca, comentando que o principal foi não se terem registados «danos físicos» no concelho.










