
“Task-force” responde a população da Ereira que é “quase uma ilha” devido às cheias
Ereira é, neste momento, a localidade que mais preocupa a Proteção Civil da Região de Coimbra. Depois de, nas cheias de 2001, ter sido uma das mais fustigadas, esta pequena aldeia do concelho de Montemor-o-Velho vê-se, mais uma vez, nos últimos dias transformada praticamente numa ilha, o que obrigou as autoridades a tomarem várias medidas de prevenção e resposta às populações.
«Ereira é um problema porque as águas estão todas a ir para jusante, e, portanto, Ereira está a sofrer e sofrerá esse impacto», confirma ao Diário de Coimbra Carlos Luís Tavares, comandante subregional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra, adiantando algumas das medidas que já estão no terreno para proteger as populações e torná-las mais seguras.
«Estamos a criar uma “task-force” que responda às pessoas da Ereira», diz o comandante em entrevista ao Diário de Coimbra, referindo-se à presença de uma ambulância, devidamente equipada e em permanência, para proteger as pessoas. «Caso alguém se sinta mal, a ambulância faz o pré-socorro», diz o responsável, acrescentando que há também barcos dos fuzileiros disponíveis para tirar a pessoa de dentro da população e levá-la até ao local onde poderá ser transportada, por via rodoviária, para uma unidade hospitalar.
Em permanência na localidade está também um carro de combate a incêndios urbanos, para responder em caso de incêndio a uma habitação nestes próximos dias «para que as pessoas não se sintam tão isoladas e se sintam seguras».
Carlos Luís Tavares fala também na presença, na Ereira, de uma embarcação da Força Especial de Proteção Civil, que complementa o dispositivo montado para aquela localidade, de modo a minimizar ao máximo o impacto das cheias, que se temia que viesse a piorar nas horas seguintes.
Ontem, também a Câmara de Montemor-o-Velho confirmava a especial preocupação com a localidade de Ereira. Num ponto de situação das cheias, publicado na sua página de Facebook, o município confirmava que as águas continuavam a subir no Vale do Mondego, sendo, precisamente maior o impacto na zona da Ereira, o que exigia reforço da vigilância e da prevenção.
Isto numa altura em que o caudal no açude-ponte se encontrava nos 1.140 m³ por segundo, no âmbito da gestão controlada dos caudais por parte da APA. De acordo com o município, as três comportas da Estação de Bombagem do Foja estavam a trabalhar para facilitar o escoamento da água, no âmbito da gestão em curso para mitigação dos efeitos da subida dos níveis no Vale do Mondego, estando a autarquia a monitorizar hora a hora no terreno, acompanhando a evolução dos rios, taludes e níveis de subida das águas.
Ontem encontrava-se condicionada a estrada M601 entre a Ponte de Verride e a Ereira, em particular de veículos ligeiros, havendo grande probabilidade de corte completo em particular após o pico de pluviosidade que se confirmou a partir das 15h00 de ontem e que se previa que continuasse até hoje de manhã.
O município garantia, assim, vigilância permanente e prevenção, medidas que também pediu à população, um pouco por todo o concelho, mas em particular nas zonas ribeirinhas
«A situação continuará a ser acompanhada em permanência, com atualização de informação sempre que se justifique», rematava o Município de Montemor-o-Velho.












