
“Não há nenhum dique que esteja para rebentar...” mas “não há risco zero”
«Não há nenhum dique que vá rebentar ou que esteja para rebentar. Quando falam em dique, querem dizer margens, para ser mais claro. Portanto, não há nenhuma margem que vá rebentar, mas pode rebentar porque há muita pressão durante muitos dias». Carlos Luís Tavares volta a descansar a população que se tem mostrado preocupada com a possibilidade de rebentamento de um dique que possa aumentar o risco e a área das cheias nas localidades ribeirinhas do Baixo Mondego.
Tal como vem fazendo nos últimos dias, o comandante subregional da Proteção Civil voltou ontem, em entrevista ao Diário de Coimbra, a pedir tranquilidade às populações, mas também muita atenção, uma vez que, apesar de não se prever o rebentamento de nenhum dique, não há, em nenhuma situação, «risco zero» e, além disso, a rebentar algum dique ninguém consegue prever onde tal irá acontecer.
«Não há nada que nos diga que um dique vai rebentar, nem sequer sabemos onde vai, porque se soubéssemos estaríamos lá logo para resolver o problema», explica o responsável, adiantando que, mesmo que rebente um dique, o mesmo não provocará uma «onda muito grande», apenas vai «aumentar o nível de inundação, vai apanhar outras casas, que hoje [com o nível de cheias existente] não estão a ser apanhadas».
Daí a importância de as pessoas estarem atentas, poderem proteger previamente os seus bens e, caso se confirme uma cheia mais severa, possam, com a ajudar da Cruz Vermelha, dos Bombeiros e outras entidades no local, ou até pelos seus próprios meios, deslocar-se para os locais de acolhimento, já amplamente divulgados pelos municípios mais afetados pelas cheias (ver locais na página 2).
Hoje, cerca das 15h00, hora em que se previa que começassem as chuvas mais intensas na região, Carlos Luís Tavares mostrava-se tranquilo com a cota da Aguieira – a cerca de 116 - «o que permite uma boa capacidade de encaixe» e com a quantidade de água que estava a ser debitada no Açude-Ponte, de cerca de 1.200 m3 por segundo. «É completamente tranquilo», garante o comandante subregional de Proteção Civil.












