
Hospital Compaixão em Miranda do Corvo atendeu 17 mil pessoas
A Fundação ADFP anunciou ontem que o Hospital Compaixão, em Miranda do Corvo, atendeu em 2025 mais de 17 mil pessoas, provenientes de «vários pontos da região Centro», incluindo (os mais distantes) Castelo Branco.
Segundo a instituição dirigida pelo médico Jaime Ramos, a unidade hospitalar assistiu ao longo do ano 16.596 utentes nas consultas e exames auxiliares de diagnóstico e no internamento «respondeu a 208 utentes internados nas Camas de retaguarda da ULS e 120 doentes na enfermaria de Cuidados Continuados e 1 de Companhia de Seguros».
O Hospital Compaixão tem vindo assim a cumprir os objetivos de «assistir doentes, melhorando o acesso aos cuidados de saúde, e criar emprego», que levaram a Fundação ADFP a investir na sua criação.
Numa nota de imprensa enviada ao nosso jornal, Jaime Ramos congratula-se com a crescente atividade mas lamenta que a instituição que dirige ainda não tenha conseguido assinar o acordo para a realização de consultas e cirurgias, para combater as listas de espera no âmbito do SNS, a residentes em Condeixa, Lousã, Miranda, Penela e Poiares.
«O acordo esteve anunciado para dezembro, mas não veio o ser assinado devido às mudanças de administração na ULS de Coimbra. A Fundação tem a esperança que em 2026, com o acordo assinado, haverá um enorme crescimento da resposta assistencial melhorando muito o acesso dos doentes a cuidados de saúde de proximidade, com comodidade e maior humanização», refere o presidente do Conselho de Administração da Fundação AFDP.
Sobre a atividade do hospital, o comunicado aponta a realização no ano passado de um total de 5.618 consultas, salientando que o Centro de Atendimento Clínico (CAC) para situações agudas tem o maior número com 3.193 doentes, sendo as restantes das várias especialidades de clínica geral, cardiologia, gastro, ginecologia, urologia, neurocirurgia, pediatria, oftalmologia, otorrino, ortopedia, pneumologia, psiquiatria.
Destaca também que para as crianças as consultas da fala têm sido muito importantes, prevendo um crescimento da resposta em 2026, e adianta que na área dos exames complementares de diagnóstico «o maior número de atendimentos registou-se na Imagiologia com 4.139, cardiologia 3.205, análises 3.009, gastroenterologia 625».
A nota de imprensa dá ainda conta de que nesta unidade hospitalar trabalham 107 colaboradores, sendo 39 a contrato e 68 prestadores de serviços a “recibo verde”, e frisa que «no universo empresarial de Miranda - com poucos postos de trabalho e empresas de reduzida dimensão - o Hospital Compaixão é um empregador muito relevante». Lembra ainda que a Fundação ADFP tem mais de 500 trabalhadores e mais de mil colaboradores.
«Olhando para estes números custa a crer que tantas pessoas tivessem sido contra a abertura do Hospital Compaixão», desabafa Jaime Ramos.











