
Coimbra quer distinguir Maria da Graça Carvalho com a Chave de Honra da Cidade
A Câmara Municipal de Coimbra vai propor a atribuição da Chave de Honra da Cidade a Maria da Graça Carvalho, numa distinção que pretende reconhecer não só o percurso académico, científico e político da atual ministra do Ambiente e Energia, mas também a intervenção que teve no apoio ao concelho e ao Baixo Mondego durante a crise provocada pelas cheias e intempéries do início deste ano.
Na proposta, que vai ser debatida e votada na seguna-feira, a autarquia sublinha que Maria da Graça Carvalho, professora catedrática do Instituto Superior Técnico, antiga ministra da Ciência e do Ensino Superior e ex-deputada ao Parlamento Europeu, construiu um trajeto de “reconhecido mérito e prestígio internacional”, com responsabilidades de relevo nas áreas da ciência, energia, ambiente e alterações climáticas.
O documento destaca, porém, de forma particular, a atuação da governante num dos períodos mais difíceis da história recente do concelho, na sequência dos fenómenos meteorológicos extremos que, em janeiro e fevereiro deste ano, atingiram Coimbra e o Baixo Mondego, provocando inundações de grande dimensão, a rotura do dique dos Casais e elevados prejuízos económicos, agrícolas e infraestruturais.
Segundo a proposta, Maria da Graça Carvalho manteve um acompanhamento permanente da situação, assegurando a articulação entre o Governo, a Agência Portuguesa do Ambiente, o Município de Coimbra e as restantes entidades envolvidas na resposta à emergência. A Câmara de Coimbra considera que essa presença foi determinante para a gestão da calamidade, para a reposição das condições de segurança hidráulica, para a reconstrução das infraestruturas afetadas e para a mobilização dos apoios necessários à recuperação das populações e das atividades económicas.
A autarquia salienta ainda o empenho da ministra na concretização de instrumentos de financiamento destinados à reparação dos danos causados pelas intempéries, permitindo garantir recursos essenciais à recuperação de infraestruturas municipais e de zonas particularmente afetadas do concelho e do Baixo Mondego.












