
Cargueiro à deriva na Figueira rebocado para Vigo
O cargueiro “Eikborg”, que ficou sem leme ao largo da Figueira da Foz, rumou ontem para o porto de Vigo, na Galiza (Espanha), onde deve chegar na manhã de hoje, informou fonte da Autoridade Marítima Nacional.
«O cabo de reboque já está estabelecido [entre o rebocador norueguês e o cargueiro “Eikborg”] e o navio ruma agora ao porto de Vigo, onde deverá chegar entre as oito e as nove» de hoje, adiantou o porta-voz da Autoridade Marítima Nacional, Ricardo Sá Granja.
Na terça-feira, o rebocador norueguês contratado para retirar o cargueiro “Eikborg” teve de fazer escala em Vigo «para abastecer uma série de coisas, nomeadamente cabos mais adequados ao resgate e houve um atraso no fornecimento de alguns materiais», disse na quarta-feira à agência Lusa Eduardo Monteiro, responsável da agência de navegação Eurofoz, o agente em Portugal do armador dos Países Baixos.
Refira-se que o cargueiro “Eikborg”, com 89 metros de comprimento, seguia com seis tripulantes a bordo (um filipino, um holandês, dois indonésios, um letão e um russo) e transportava 3.300 toneladas de pasta de papel que tinham como destino um porto na Alemanha, carga proveniente da celulose Celbi, do Grupo Altri, quando detetou a anomalia no leme à saída do porto comercial da cidade. Enquanto, na altura, o comandante adiantava ainda não ter sido apurada a origem da avaria na embarcação, por sua vez, o vice-presidente da comunidade portuária da Figueira da Foz indicava, em declarações à comunicação social, que o navio teria batido no fundo do canal de navegação devido à acumulação de areias à entrada da barra.
«Gastaram-se 28 milhões de euros numa dragagem brutal de areia para pôr na zona sul e, segundo sabemos, essa dragagem foi executava com base num estudo de há 10 anos feita pela Universidade de Aveiro. Se calhar, o estudo está completamente obsoleto», criticava Paulo Mariano, em declarações aos jornalistas, apontando o assoreamento da barra como um problema com várias consequências.











