
Câmara quer Casa-Museu Fernando Namora como imóvel de interesse municipal
A Câmara de Condeixa-a-Nova, no distrito de Coimbra, abriu procedimento para classificar a Casa-Museu Fernando Namora como imóvel de interesse municipal, com o objetivo de aceder a financiamento para recuperação de património cultural.
“Esta classificação tem um objetivo muito central que tem a ver com as candidaturas que estamos a preparar na área da regeneração urbana e da refuncionalização de edifícios, para poder colocar no âmbito dos editais das candidaturas dos ITI [Investimentos Territoriais Integrados], no âmbito do património cultural”, explicou à agência Lusa a presidente da autarquia.
O edital da Câmara de Condeixa-a-Nova foi publicado em Diário da República em 28 de maio e os interessados têm 30 dias úteis para dirigirem as suas sugestões ao município.
Segundo Liliana Pimentel, no caso do património cultural é necessário ter os edifícios classificados para ter “maior maturidade e maior classificação” para se conseguir uma “aprovação com maior fundo comunitário”.
“Pretendemos candidatarmo-nos aos fundos europeus para a questão do património cultural material, no sentido de obras de reconversão e reconstrução desses edifícios e refuncionalização. É importante também, porque, no caso da Casa-Museu Fernando Namora, tem um património histórico e cultural muito importante para Condeixa”, indicou.
A Casa-Museu Fernando Namora evoca a memória do escritor e médico, nascido em Condeixa-a-Nova em 15 de abril de 1919
Inaugurada em 1990, um ano após a morte de Fernando Namora, a Casa-Museu exibe um vasto espólio do escritor, composto por manuscritos, apontamentos originais, provas tipográficas, livros publicados e anotados, bem como uma biblioteca particular que ascende a 4.000 volumes e um conjunto de objetos pessoais.
À agência Lusa, Liliana Pimentel salientou que a classificação está também relacionada com a reprogramação que está a ser feita e com a nova dinamização da Casa Fernando Namora.
Nesse âmbito, a autarca apontou a intenção de tentar que o escritor volte “a ser incluído nos curricula do português do ensino secundário ou do 8.º ou do 9.º anos, nem que seja com a menção a um poema ou uma parte da obra literária".
A Câmara, acrescentou, também “está empenhada”, em conjunto com a reativada Comissão Cultural da Casa-Museu Fernando Namora, “para desenvolver, em setembro, um grande colóquio internacional com base na sua obra literária ‘Diálogos em setembro’” e receber todos os escritores distinguidos com o Prémio Literário Fernando Namora.
“Temos uma atividade muito forte e já devidamente planificada e estruturada para os próximos meses e anos, e, para isso, também precisamos dar dignidade ao próprio espaço cultural”, justificou.











