
Biblioteca Carlos Fiolhais “é uma antena da cidade para o mundo”
A Estação Elevatória de Coimbra, agora também Biblioteca Carlos Fiolhais é «uma antena da cidade para o mundo», onde os visitantes podem encontrar, para já, cerca de 5 mil obras doadas pelo físico de um espólio de 40 mil.
Alvo de uma requalificação assinada pelo arquiteto João Mendes Ribeiro, o espaço, que passa a ser uma extensão da Biblioteca Municipal de Coimbra, assume-se como espaço de cultura da cidade com múltiplas propostas, como as que já foram anunciadas para o primeiro trimestre.
«Esta cidade, tal como no passado, ainda tem muito a dizer ao mundo», referiu Carlos Fiolhais, na cerimónia de inauguração, salientando a capacidade da cidade em «pegar no seu património, modernizá-lo e projetá-lo para o futuro». «Acho que temos aqui mais um exemplo. Está longe de ser único, mas é mais um exemplo», acrescentou o físico, que chegou a Coimbra aos 7 anos, cidade, que tal como no início, continua a ter a mesma capacidade de o «seduzir».
«É uma cidade extraordinariamente rica em história e cultura e nós temos a responsabilidade de tornar vivo esse património, como foi feito aqui», referiu, destacando que a Estação Elevatória de Coimbra - Biblioteca Carlos Fiolhais é um espaço para «cidadãos de todas as idades , de todas as origens, de todas as condições sociais, de todas as culturas». «Venham de onde vierem, têm a porta aberta» e livros à disposição, devidamente catalogados e divididos por secções, com a particularidade de a obra “Física Divertida”, primeiro livro de Carlos Fiolhais, estar marcado, com o número um.
«[Os livros] São para levar, são para gozar no parque, são para gozar à beira do rio, são para gozar na Baixa, são para gozar em qualquer sítio», disse, ao deixar ainda uma mensagem: «O que é meu, lá por também ser vosso, não deixa de ser meu. Portanto, eu quero cá vir e espero também que cá venham. A partilha nunca diminui, aumenta». Espaço deve afirmar-se, assim, também como ponto de encontro e espaço de cultura com múltiplas propostas.
Deixando a ideia de que o conhecimento deve ser um bem comum, a presidente da Câmara Municipal de Coimbra salientou que um edifício que «foi feito para servir» no passado, «hoje eleva conhecimento, eleva cultura, eleva aquilo que fizermos deste espaço e isso também diz muito sobre Coimbra».
«Quero deixar aqui o compromisso em nome do município que este espaço será tratado como aquilo que é: uma casa aberta, uma casa de Coimbra», disse também Ana Abrunhosa.
Alfeu Sá Marques, presidente da Águas de Coimbra, sublinhou que o «C de Coimbra também se pode e deve ler ciência, cultura, cidadania, civismo». É isso que se pretende, frisou, com o projeto, que tem como «padrinho» o antigo reitor da Universidade de Coimbra, Seabra Santos.

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