
Produtores locais e consumidores mais próximos em dia aberto na EHTC
Joana, Bruno e David são alunos de Gestão e Produção de Cozinha na Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra (EHTC) e podem ter a “solução” para os pais de crianças que fazem “cara feia” a espinafres ou beterraba. A sugestão é “Croquis”, um snack crocante, «saudável e recomendável», sempre que possível confecionado com ingredientes biológicos.
«É um snack muito interessante», explicou ao Diário de Coimbra Bruno Silva, salientando que a oferta é sazonal, pelo que os sabores dos crocantes variam consoante os produtos da época.
A sonhar já com a possibilidade de colocar os “Croquis” no mercado, os jovens empreendedores dão os primeiros passos e ontem participaram no Dia Aberto de Produtores, iniciativa integrada no projeto GrowLIFE, que decorreu na Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra.
Na bancada “Croquis by Joana, Bruno e David” saltavam à vista os snacks de cenoura, espinafres e beterraba. «Conforme a época, vamos alterando e fazendo combinações de sabores, podemos adaptar para quem pratica desporto, adaptar para crianças», explicou Bruno Silva.
Desenvolvido pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, em parceria com o Turismo de Portugal, o GrowLIFE, que decorreu pelo segundo ano, abriu a porta a uma diversidade de produtores locais.
Quem passou pela EHTC teve oportunidade de levar para casa os microverdes do projeto Verdes do Mondego, mas também as sugestões da Casa do Sal da Figueira da Foz. «Apesar de o sal não ser um produto de produção biológica, mas é um produto que vem da natureza, faz sentido estar connosco», explicou Dora Caetano, a embaixadora do projeto na escola.
Presente esteve também a Quinta do Zorro com os queijos, mel ou queijeira, que representam, sem esquecer a Dona Rosa com uma diversidade de hortícolas e frutas que produz.
Keep fresh by Catarina Neves Costa, para além dos microvegetais, divulgou a vertente de recuperação de algumas sementes que vão desaparecendo, como o feijão papo de rola, o milho azul ou grão de bico negro. Já a Serra Lusa - Aromas e Sabores levou o mel e o Regaço as suas rosas nas mais diversas formas, sem esquecer o Yacon Portugal, que, nesta segunda edição, trouxe uma diversidade de produtos, para além do Yacon, que lhe dá o nome, um tubérculo que se come cru, «muito bom para utilizar em saladas», destacou Dora Caetano.
Projeto GrowLIFE tem a duração de cinco ano e envolve as escolas do Turismo de Portugal, entre outras instituições
Muitos dos produtos à venda no Dia Aberto foram também utilizados no showcooking que contou com a participação de alunos e professores.
Do programa fazia parte ainda uma conversa aberta sobre sustentabilidade, circularidade, a importância de consumir o local e consumir produtos de agricultura biológica.
«Esta componente prática e interativa reforça o papel da gastronomia como veículo de educação, mudança de comportamentos e valorização dos sistemas alimentares sustentáveis», resume a Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra.
Quebra o mito que os produtos biológicos são mais caros
Com a realização do Dia Aberto aos Produtores, no âmbito da iniciativa GrowLIFE (projeto de cinco anos), é objetivo «quebrar o mito de que o produto de origem biológica é muito mais caro», salienta Dora Caetano.
«Não é, efetivamente, porque, normalmente, quem produz em agricultura biológica tem um circuito de distribuição mais curto. Normalmente, o agricultor entrega diretamente ao consumidor», salienta a embaixadora do projeto na EHTC, uma das 12 escolas do Turismo de Portugal que acolhe o GrowLIFE, programa financiado pelo programa LIFE para o Ambiente e Ação Climática.












