
População de Vilela e Torre de Vilela revoltada com falha de autocarros
A população de Vilela e Torre de Vilela, na União de Freguesias de Trouxemil e Torre de Vilela, está revoltada com as recentes falhas de carreiras nos autocarros dos SMTUC.
Numa localidade «já mal servida de transportes públicos», a ausência, sem qualquer explicação, da carreira da Linha 39 às 18h30, durante toda a semana passada, levou a população a queixar-se e a fazer sentir a sua revolta junto do presidente da União de Freguesias, Horácio Costa.
«Sou a voz da população, que me procurou para deixar as suas queixas. Foi também para isso que fui eleito», confirma o autarca ao Diário de Coimbra, lamentando, por um lado, o facto dos seus “fregueses” terem ficado sem autocarro durante uma semana e, por outro, a ausência de comunicação por parte dos SMTUC.
«Não foi dado um alerta ou feita uma comunicação», lamenta Horácio Costa, sublinhando o facto de esta carreira em concreto da Linha 39 ser aquela em que «muitos trabalhadores» se deslocam do centro da cidade para casa, após um dia de trabalho e, mais ainda, «que é utilizada por muitos estudantes» da freguesia no final de um dia de aulas.
«Na verdade, a população daquelas localidade foi deixada sem transporte público e sem qualquer informação», continua o autarca, garantindo que, durante toda a semana passada, a carreira das 18h30 de ligação do centro da cidade para Vilela e Torre de Vilela «não foi realizada», com «transtornos para muitas pessoas», garante.
Junta-se ainda o facto, como alertou ao Diário de Coimbra, de este sábado, «o único autocarro previsto, às 13h20» ter passado «com a indicação de “fora de serviço”», não tendo recolhido «os passageiros que aguardavam a paragem» e efetuado o percurso vazio. «Estas situações são inaceitáveis e afetam diretamente cidadãos que dependem deste transporte para trabalhar e cumprir compromissos essenciais», garante Horácio Costa, considerando que «a ausência de um aviso prévio e de qualquer alternativa demonstra» da parte dos SMTUC «um desrespeito grave para com a população». Ainda para mais quando, como diz, a população tem vindo a ser «penalizada por falhas sucessivas num serviço público essencial.
Horácio Costa diz que exigiu esclarecimentos dos SMTUC e reclamou a reposição imediata do serviço, com cumprimento de horários.
SMTUC confirma falhas toda a semana por avaria ou atrasos da viatura
Os SMTUC confirmam que, na semana passada, a carreira das 18h30 da Linha 39, que serve as localidades de Vilela e Torre de Vilela não se realizou «em nenhum dos dias da semana», admitindo que tal se deveu, no primeiro dia, a uma avaria do veículo e, nos seguintes, a um «atraso acumulado».
Aliás, em resposta a um pedido de esclarecimentos do Diário de Coimbra, os SMTUC, através da Câmara de Coimbra, confirma que esta é uma «situação sistemática e já identificada» pelos serviços que, aliás, está a ser alvo de «análise interna pelo Gabinete de Estudos e Planeamento» para a apresentação de uma proposta de resolução a curto prazo.
Quanto ao caso em concreto, os SMTUC explicam, pormenorizadamente, o que falhou em cada dia da semana passada. Na segunda-feira, o autocarro avariou «ao chegar ao Arnado», ficou imobilizada e teve de recolher à sede dos SMTUC na Guarda Inglesa, não tendo sido substituída.
Nos dias seguintes, o autocarro chegou sempre atrasado à paragem do Arnado. Num dos casos, em vez das 18h30, chegou às 18h55 e o motorista decidiu esperar pelo horário seguinte - 19h40 - “saltando” aquele horário. Nos dias seguintes foi parecido, com os autocarros a chegarem à paragem perto das 19h00 e a esperar sempre pelo horário seguinte, o que leva os SMTUC a admitir que, efetivamente, na semana passada, o horário das 18h30 nunca foi cumprido.
«Importa referir que os horários atualmente praticados nesta linha têm sido assinalados pelos motoristas como desajustados, em particular no período em causa», o que levou a uma análise dos mesmos por parte do Gabinete de Estudos Planeamento dos SMTUC.
Quanto ao autocarro que, este sábado, de acordo com a população, circulou “fora de serviço”, os SMTUC dizem não ter registado qualquer anomalia, havendo «registo de validações» na viatura em causa. «No entanto, não é possível confirmar se o tripulante circular com as bandeiras “Fora de Serviço”, rematou fonte dos SMTUC,












