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IP autorizada a relançar concurso da segunda fase da alta velocidade

Após o primeiro concurso do troço Oiã-Soure ter ficado deserto, vai avançar a segunda Parceria Público-Privada, sem agravar custo global do projeto

O Governo autorizou a Infraestruturas de Portugal a relançar o concurso de concessão do troço Oiã-Soure da linha de alta velocidade Porto-Lisboa, assumindo encargos até 1,6 mil milhões de euros e mais 600 milhões para projetos, expropriações e fiscalização.
A decisão, publicada ontem em Diário da República através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2026, confere à Infraestruturas de Portugal (IP) o mandato para lançar o concurso público da parceria público-privada (PPP2) destinada à conceção, construção, financiamento e manutenção deste troço, autorizando-a a realizar despesa relativa a este troço.
O montante global estimado de 4.765.379.097,59 euros, a preços correntes, será repartido por 30 anos - entre 2026 e 2056 - com início de encargos previsto para julho de 2026. Em valor atual líquido, a despesa máxima autorizada é de 1.603 milhões de euros, referenciada a dezembro de 2023.
Adicionalmente, o executivo autorizou uma despesa adicional e os inerentes encargos plurianuais no montante máximo de 600 milhões de euros. Esta verba destina-se a projetos, expropriações, montagem de estaleiros e fiscalização de obras que sejam objeto de candidaturas a fundos comunitários.

A resolução agora aprovada revoga a anterior determinação de julho de 2024, após o primeiro concurso para este troço ter sido anulado por exclusão da única proposta apresentada.

Verba aprovada destina-se a projetos, expropriações, montagem de estaleiros e fiscalização de obras

Atualmente, estão já assegurados cerca de 365,8 milhões de euros através do programa “Connecting Europe Facility para o Transporte 2” (CEF 2), a alocar à PPP2. Adicionalmente, está prevista a alocação de 234 milhões de euros provenientes de outras fontes de financiamento comunitário, nomeadamente através de nomeadamente através de outras candidaturas a submeter pela IP.
Paralelamente, através de uma outra resolução publicada ontem em Diário da República, o Governo autorizou ainda IP a realizar uma despesa adicional de 360 milhões de euros para o primeiro contrato de conceção, construção e manutenção dos sistemas de sinalização, telecomunicações e segurança afetos à linha de alta velocidade Porto – Lisboa.
Esta verba destina-se à «instalação do sistema de S&T no troço Porto-Oiã da LAV, a substituição parcial do sistema de S&T na Linha do Norte, a instalação dos sistemas complementares de segurança no troço Porto-Oiã da LAV e, também, a manutenção integral dos sistemas a instalar, com prazos coincidentes com os ciclos de vida dos sistemas».
Em dezembro, o Governo tinha já aprovado, em Conselho de Ministros, a segunda fase do concurso da linha de alta velocidade Porto-Lisboa, entre Oiã e Soure, mantendo o valor da parceria público-privada e autorizando o concurso da sinalização ferroviária. À data, em conferência de imprensa no Entroncamento (distrito de Santarém), o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, afirmou que a decisão, aprovada em Conselho de Ministros, permite avançar com a segunda Parceria Público-Privada (PPP2), depois de o primeiro concurso ter ficado deserto, sem agravamento do custo global do projeto que é de 1,6 mil milhões de euros. Segundo o governante «o traçado foi otimizado, com uma redução de cerca de 11 quilómetros na extensão inicialmente prevista até Soure» e ajustamentos técnicos que exigem a articulação de sinergias entre as diferentes fases da linha de alta velocidade.

Janeiro 20, 2026 . 12:45

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