
Aero Clube de Coimbra quer ser parceiro ativo no desenvolvimento do aeródromo municipal
Na sessão solene comemorativa do 50.º aniversário do Aero Clube de Coimbra (ACC), que ontem decorreu, Vítor Dias da Silva afirmou a vontade do ACC ser um parceiro ativo no plano de desenvolvimento do Aeródromo Municipal Bissaya Barreto (AMBB).
«Após termos concluído a modernização da frota e de todo o processo administrativo e operacional do Aeroclube, incluindo a adaptação da escola de pilotagem ao regime “e-learning” e registo digital de todos os dados e processos, tenho também a esperança de que o plano de desenvolvimento do AMBB, que foi já contratado pela Câmara de Coimbra, tenha o envolvimento do ACC e seja concretizado no mais curto prazo possível», vincou o presidente.
Vítor Dias da Silva espera que além do «prolongamento da pista para os cerca de 1.200 metros possíveis» seja construída «uma rede de saneamento, um posto de abastecimento de combustíveis aeronáuticos moderno e funcional, caminhos de rolagem que tornem mais expeditas as operações de descolagem e aterragem e novos hangares que facilitem a instalação no AMBB de empresas do ramo aeronáutico.
O responsável realçou igualmente o desejo que o plano «contemple o aproveitamento e o desenvolvimento do terreno disponível a oeste da pista».

Um dos grandes objetivos da direção passa, acima de tudo, por colocar Coimbra no «mapa aeronáutico nacional».
Fundado em 1976, o Aero Clube de Coimbra tem-se dedicado, ao longo de meio século, a formar pilotos, a viver a aviação e a ligar gerações.
O clube continua a fazer sonhar quem quer aprender a voar e é uma parte importante da história da aviação na região.
O presidente do ACC aproveitou a efeméride para também dar conta da história mais recente desde que o clube se instalou no edifício do AMBB.
«Desenvolvemos várias atividades, desde voos de treino para manter a proficiência de voo dos seus sócios-pilotos, formação de pilotos e revalidação de licenças no âmbito da escola de pilotagem, organização de eventos (festivais aéreos) com o objetivo de divulgar a atividade, batismo de voos e voos de monitorização área, durante a época de incêndios florestais».
O dirigente, todavia, recordou a falta de manutenção e adaptação a novas normas de segurança aeronáutica, que levou ao encerramento do AMBB pela Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) entre junho e dezembro de 2019, já sob responsabilidade camarária da gestão do aeródromo com «consequências que ainda hoje se fazem sentir, nomeadamente a falta de re-certificação para voo noturno.
«Nos últimos anos, apesar do fecho do AMBB e de outros que se seguiram, em consequência da pandemia, o ACC realizou um grande esforço de angariação de novos sócios, de dinamização da atividade de procedimentos, que possibilitou a robustez financeira para adquirir um avião de instrução novo de fábrica em 2021, a modernização do avião de quatro lugares, reabilitando todo o seu interior e dotando-o dos mais modernos instrumentos de navegação, incluindo um piloto automático», destacou Vítor Dias da Silva.












