
Gabinete de Apoio à Vítima da Beira Serra apoia 82 vítimas
O Gabinete Intermunicipal de Apoio à Vítima (GIAV), coordenado pela Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra (ADIBER), acompanha 82 vítimas dos quatro concelhos que integram a associação: Arganil, Góis, Oliveira do Hospital e Tábua.
«Este é um número expressivo», referiu o presidente da ADIBER no IV Seminário "Sim à Igualdade. Não à Violência!", que decorreu esta quinta-feira, na Casa da Cultura César Oliveira, em Oliveira do Hospital. De acordo com Miguel Ventura, desde a criação do GIAV, a estrutura realizou 820 atendimentos e encaminhamentos. Promoveu igualmente 140 ações de sensibilização e prevenção sobre as temáticas da violência e igualdade de género, sobretudo junto dos jovens. Numa grande parceria com as escolas dos respetivos concelhos, as ações envolveram 2.600 participantes.
No entender do responsável, «estes números revelam a importância deste projeto» que envolve várias entidades como a GNR, o Ministério Público, as CPCJ, Segurança Social, Municípios, escolas, entre outros. «Trabalhamos todos juntos para um fim comum», sublinhou.
Miguel Ventura elogiou a equipa do GIAV que trabalha «24 horas por dia, sete dias por semana com grande dedicação e disponibilidade». O presidente da estrutura que «integra a Rede Nacional de Apoio à Vítima» destacou o «apoio direto» prestado às vítimas e consequente «encaminhamento dos casos às autoridades».
Representantes dos municípios destacam a importância da estrutura que atua no apoio às vítimas mas também faz sensibilização
É, por isso, com grande satisfação que o GIAV recebeu esta semana a «notificação» da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) que possibilita a «prorrogação do projeto com financiamento por mais 18 meses». «Esta notícia é o reconhecimento do trabalho efetuado pela equipa e reflete a importância do projeto a nível local», disse Miguel Ventura, frisando que «a ADIBER está a cumprir a sua missão».
Este seminário teve como principais temáticas, num primeiro painel, a Violência Doméstica e Outros Crimes Contra Mulheres – Legislação e possíveis alterações e do Trabalho das Forças de Segurança em Crimes de Violência Doméstica e, num segundo painel, o Impacto da Violência e Igualdade de Género – desafios na atualidade. O Seminário reuniu especialistas e profissionais da área.
Municípios destacam papel fundamental do projeto
Na sessão de abertura, os representantes das autarquias que integram a Beira Serra elogiaram e destacaram o desempenho do Gabinete Intermunicipal de Apoio à Vítima que está ao lado das vítimas.
«Desperta consciências e desoculta o fenómeno», referiu o anfitrião José Francisco Rolo. Para o autarca de Oliveira do Hospital, é «preocupante que digam que estas questões sejam ideologias de género». «Todos temos que unir esforços e combater a violência. Os crimes públicos têm de ser denunciados e encaminhados», defendeu, dando conta de que, do total de vítimas sinalizadas, 18 são do concelho oliveirense.
Paula Dinis, vice-presidente do Município de Arganil, destacou a importância de «trabalhar em rede». Garantiu que Arganil está «atento a todas as chamadas para uma ação imediata».
A representar a Câmara de Góis, Lurdes Castanheira não hesitou em afirmar: «em Góis não fazemos da igualdade uma questão da moda». A técnica-superior realçou o «longo percurso» do Município no «combate à violência e na defesa da igualdade».
Também David Pinto, vereador do Município de Tábua, destacou o «trabalho excelente» desenvolvido pela ADIBER nos quatro concelhos. A lamentar o elevado número de vítimas registado no território, o responsável deu ainda conta de que a autarquia tabuense «também tem muitos projetos nesta área»











