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Autarquia paga ponte militar provisória em Lavariz desde 2021

Presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho lembra que pagamento ao Exército da ponte militar é da responsabilidade da APA e não do município

Desde a sua instalação, num processo articulado entre o município de Montemor-o-Velho e o Exército Português, que a ponte militar em Lavariz, na freguesia da Carapinheira, tinha cariz temporário, mas a verdade é que já se passaram mais de quatro anos e a travessia instalada pelos militares continua a ser a solução para quem quer atravessar naquela zona da estrada do campo. O município lembra que a responsabilidade de construção de uma nova ponte é da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e diz que já se passou tempo a mais para a solução, pelo que esta semana reuniu com a instituição do Estado para procurar respostas para este e para outros problemas relacionados com pontes, taludes e vias do Baixo Mondego.

Primeiro foi em Lisboa, no início da semana, ontem foi em Coimbra que o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho reuniu com responsáveis da APA. Das reuniões, José Veríssimo saiu com boas expectativas e a convicção de que há vontade para «encontrar soluções para problemas que afetam diariamente a segurança e a mobilidade das pessoas do Baixo Mondego».

A ponte militar de Lavariz foi instalada em meados de 2021, quando no antigo pontão foram detetados graves problemas estruturais no seguimento das inundações ocorridas no Vale de Mondego, que obrigaram ao seu encerramento. A solução então encontrada, para minimizar os prejuízos causados à população, foi a instalação de uma ponte militar, pelo Regimento de Engenharia n.º 1, do Exército Português, com circulação de forma alternada e para viaturas até 60 toneladas.

«A ponte militar está a ser financiada pela Câmara Municipal há mais de quatro anos, quando a responsabilidade é da APA», diz José Veríssimo, recordando que as populações estiveram sem ponte desde 2019 e a autarquia «decidiu assumir por conta própria o aluguer da ponte militar, que seria provisório». Agora, diz, é tempo de a APA avançar com a construção de uma nova travessia.

Também na freguesia de Tentúgal, José Veríssimo reclama, à APA, apoio para a construção de uma nova ponte. A obra, diz, já está em curso por iniciativa da Câmara Municipal, mas cabe à APA comparticipar no seu pagamento e o autarca mostra-se disponível para uma «parceria de resolução» para conseguir financiamento.

José Veríssimo lembra que na Estrada do Campo, entre Pereira e Formoselha, nas horas de pico de trânsito «passam 600 viaturas por hora». «A cidade de Coimbra cresceu para sul e as pessoas circulam muito entre a Figueira da Foz e Coimbra, as pessoas aproveitam aquela estrada porque é mais rápida», justifica o autarca, lembrando que há 30 anos, quando foi feita a Via Rápida de Taveiro, já ali se previam melhores acessibilidades que nunca se concretizaram.

 

Janeiro 10, 2026 . 08:03

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