
Suspeito da morte de pescador fica em prisão preventiva
O suspeito da morte de Hélio Jacinto, o pescador da Praia da Leirosa morto à facada, está em prisão preventiva, medida decretada ontem pelo Tribunal Judicial de Coimbra. José Romão fora presente ao final da tarde ao juiz de Instrução Criminal que aplicou a medida de coação mais gravosa, saindo das instalações do Tribunal de Coimbra numa viatura da Polícia Judiciária para o Estabelecimento Prisional de Aveiro.
Hélio Jacinto, pescador de 51 anos, morreu na noite da passagem de ano, com duas facadas que terão sido dadas pelo cunhado, de 50 anos.
A Polícia Judiciária, através da Diretoria do Centro, confirmou ontem a detenção do suspeito e, em comunicado, esclareceu alguns contornos do macabro crime que deixou a Praia da Leirosa em consternação. De acordo com a PJ, a vítima e a sua companheira convidaram o suspeito (irmão daquela) e a companheira para a passagem de ano em sua casa.
Durante o jantar, esclarece a PJ, ter-se-á desenrolado uma forte discussão entre agressor e vítima, «em circunstâncias ainda não concretamente apuradas». No seguimento dessa discussão, Hélio Jacinto terá tentado evitar que a situação escalasse, saindo para o exterior da habitação, na Praia da Leirosa. «Inconformado, o agressor, munido de uma faca, foi no encalço da vítima e, após provocar o confronto físico e com a clara intenção de atentar contra a sua vida, desferiu-lhe dois golpes que a atingiram na região torácica e abdominal, causando-lhe a morte», esclarece ainda a Polícia Judiciária em comunicado.
Recorde-se que, tal como o Diário de Coimbra noticiou no dia a seguir ao crime, o alerta para a ocorrência foi dado às 22h40, levando ao local a GNR do Paião e os Bombeiros da Figueira da Foz que já nada puderam fazer, com a vítima a acabar por morrer na rua e o óbito declarado no local.
Os dois casais, segundo foi possível apurar, ter-se-ão juntado para uma noite de festa e celebração da entrada do novo ano, já depois de um Natal que terá sido tranquilo. As duas mulheres, companheiras de vítima e agressor, ainda foram detidas, mas foram libertadas pouco depois, acabando por regressar à habitação na Praia da Leirosa. A sua chegada, contudo, acabou por gerar revolta entre muitos populares que se concentraram à porta da casa, acusando as mulheres de não terem defendido a vítima e evitado a sua morte.
Perante os momentos de tensão, a Guarda Nacional Republicana enviou vários militares para que as mulheres pudessem abandonar o local. Registaram-se momentos de grande tensão e agressões violentas contra a mulher da vítima e a cunhada.












