
Grupo “Sem Barreiras” avalia acessibilidades no concelho de Mira
O grupo “Sem Barreiras” assinalou Dia Internacional das Pessoas com Deficiência procedendo à avaliação das acessibilidades no concelho de Mira.
Na sequência desse levantamento, o grupo de autorrepresentantes da Cercimira apresentou ao presidente da Câmara Municipal, Artur Fresco, um relatório resultante de um trabalho de avaliação das acessibilidades nos espaços públicos do concelho.
Esta iniciativa, desenvolvida pelos próprios autorrepresentantes — que vivem diariamente as dificuldades relacionadas com a falta de acessibilidade — teve como objetivo verificar se os edifícios e serviços públicos estão adaptados às necessidades das pessoas com deficiência, promovendo a autonomia, segurança e igualdade no acesso.
O estudo reforça, assim, «a importância de ouvir diretamente as pessoas com deficiência na identificação das barreiras e na definição das soluções, garantindo que as políticas públicas sejam realmente inclusivas».
Nesse sentido, foram visitados locais como o Centro de Saúde, Biblioteca, Câmara Municipal, GNR, Tribunal, CTT, Finanças, Espaço Cidadão, Junta de Freguesia, diversos passeios públicos e ainda a festa de São Tomé.
Entre os aspetos analisados incluíram-se a existência de rampas, portas adequadas, balcões acessíveis, sinalização, casas de banho adaptadas e condições de atendimento.
O grupo de autorrepresentantes reconhece, em comunicado de imprensa, os «esforços já realizados pelo município de Mira», todavia, revela que ainda «há muito a fazer para assegurar a igualdade, autonomia e dignidade de todas as pessoas». Por isso, manifesta «total disponibilidade para colaborar com a autarquia na construção de um concelho mais acessível e inclusivo».
Este relatório constitui um contributo essencial para promover uma mudança cultural e estrutural no concelho, uma vez que a acessibilidade «não deve ser vista apenas como uma obrigação legal, mas como um direito fundamental».
Nos últimos anos, a questão da acessibilidade tem-se tornado cada vez mais central nas discussões sobre inclusão social e direitos humanos.
A garantia de que todas as pessoas, independentemente das suas condições físicas ou sensoriais, possam aceder os serviços e espaços públicos de maneira plena é um compromisso que deve ser assumido por todos os setores da sociedade, especialmente pelo poder local.









