
Tasquinhas de Brasfemes somaram mais um sucesso
Há 23 edições que o Núcleo Sportinguista de Brasfemes arregaça as mangas e põe os tachos ao lume, contribuindo para engrandecer a Feira Gastronómica de Brasfemes, que ontem terminou, depois de quatro dias de grande azáfama. Todavia, o Núcleo ainda está hoje de serviço, assim como o Motoclube.
São 10 as coletividades da freguesia que fazem a festa. Cada uma tem a sua tasquinha e apresenta o seu menu. Vítor Lobo, do Núcleo Sportinguista destaca a aposta no peixe grelhado, robalo e dourada, e também bacalhau, além, naturalmente, das carnes e dos petiscos. Ontem, derradeiro dia do certame, a aposta foi feijoada de leitão e ossos depois do sucesso das moelas e da dobrada com feijão branco. Sem mãos as medir para dar resposta às encomendas que começavam a “chover” ao balcão, o responsável não tem dúvidas da importância do certame, particularmente para as contas da coletividade. «É um balão de oxigénio para o resto do ano», diz, lembrando que a associação vive das quotas dos sócios e das receitas que consegue fazer, nomeadamente com os petiscos que apresenta, na sede, em dias de jogo.
O Largo Marcelino Ivo de Vasconcelos transformou-se numa verdadeira praça de restauração, com as tasquinhas do Centro de Bem-Estar Social, Associação de Pais do Jardim Infantil e Escola, Conselho Económico da Comissão Fabriqueira da Igreja, Real Clube de Brasfemes, Motoclube Fumaças, Centro de Recreio e Animação Cultural de Brasfemes, Associação Cultural de Vilarinho e Bombeiros Voluntários que se juntaram ao Núcleo Sportinguista e apresentaram as mais diversas iguarias, sempre com um toque de qualidade, confecionadas pelos elementos das coletividades, com o apoio de familiares e amigos.

A Associação Rodinhas, não tendo sede na freguesia, também esteve presente, à semelhança do que aconteceu nos últimos anos. Um facto que resulta de ali ter funcionado a sede provisória, num espaço cedido pela Junta. Atualmente tem a sua sede, mas manteve a ligação e é fiel à presença em Brasfemes. Isso mesmo diz Pedro Aguiar, que se assume como «freguês de Brasfemes». A Rodinhas aderiu ao conceito e, além de se apresentar ao público, serviu sandes de leitão, chanfana, bifanas e salgadinhos num «bom ambiente, de convívio e animação».
Satisfeito com a adesão e já com uma pequena multidão a preparar-se para almoçar, o presidente da Junta – acompanhado pelo secretário, Ricardo Oliveira – fez um breve, mas francamente positivo balanço do certame. «A nossa feira caracteriza-se por duas coisas: boa confeção da comida e preços convidativos», disse, lembrando que, apesar do aumento generalizado do custo de vida, o prato mais caro - posta de bacalhau – atingiu os 10 euros. «Isso é convidativo», considera. Já a animação representa mais «um complemento», que permite «promover os nossos artistas», pois «as pessoas não vêm à Feira Gastronómica pelo cartaz, mas pelas tasquinhas».
«Não gastámos mais de 9 mil euros», afiança o autarca local, embora as contas ainda não estejam fechadas. A Junta assegura a montagem e toda a logística, inclusive o aluguer de loiça e o sistema de lavagem industrial, mas assume uma quota parte do esforço, em parceria com as associações. «Somos nós – leia-se executivo, com a ajuda de alguns elementos da Assembleia – que montamos o palco», tarefa em que conta com a colaboração das coletividades. «Isso é dinheiro que poupamos», assegura, elogiando o trabalho de equipa e o esforço coletivo que dão mais sabor à festa

Dia da Freguesia comemora-se hoje
Brasfemes comemora o Dia da Freguesia a 8 de junho, precisamente um dia depois do encerramento da Feira Gastronómica. Uma efeméride assinalada com uma cerimónia simbólica, marcada para hoje, às 10h00, com o hastear da Bandeira no edifício da Junta. Todavia, a data sempre foi assinalada com a realização de uma sardinhada, conta Paulo Roberto Santos, cuja organização tradicionalmente foi assumida pelo Núcleo de Benfiquistas de Brasfemes (Casa do Benfica). A coletividade encontra-
-se atualmente desativada, razão pela qual não se pode contar com o seu contributo. Mas, tal como acontece em campo, outra equipa “vai a jogo”. Significa que a sardinhada se vai fazer, assumida pelo Núcleo Sportinguista, à semelhança do que já aconteceu no ano passado, explica o presidente da Junta. Uma segunda tasquinha, do grupo Motard, continua hoje a funcionar, com o propósito de garantir uma ementa alternativa para quem não é fã de sardinha assada. Assim, também na brasa vai sair uma grelhada mista para o almoço do Dia da Freguesia.










