
Habitação e transportes são prioridades para nova presidente da Comunidade Intermunicipal
Habitação e transportes são dois dossiês prioritários para o mandato (2025-2029) da nova presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM-RC). A social-democrata Helena Teodósio, autarca de Cantanhede, eleita ontem, por unanimidade, líder da CIM-RC, sucedendo a Emílio Torrão, terá como vice-presidentes Luís Paulo Costa (PSD e autarca em Arganil) e Ricardo Cruz (PS e edil de Tábua). No primeiro Conselho Intermunicipal efetuado após as eleições autárquicas de 12 de outubro, a autarca admitiu igualmente que a questão dos fundos comunitários, «determinantes na ação da CIM», terá de ser trabalhada com competência, por forma a «não deixar cair nenhuma verba» que impeça o «desenvolvimento do território» que congrega 19 municípios.
«A habitação e os transportes estão na ordem do dia, mesmo em termos nacionais. E portanto, nessa linha, essas serão as nossas principais lutas, incluindo, também, a questão dos fundos comunitários e das acessibilidades», frisou Helena Teodósio aos jornalistas, após a sua eleição.
«Evidentemente que quando falo nos transportes não me refiro unicamente à questão do autocarro, que tem vindo a ser algo muito divulgado por causa do concurso que foi feito, em termos da própria comunidade. Temos a questão do Metrobus e, através de projetos já analisados, já existe a perspetiva de para onde é que pode ser encaminhado perante o estudo económico-financeiro que já foi feito em alguns municípios da região», reconheceu.
«Logicamente que este é um dossier que tem de ser discutido com a tutela, porque são processos pesados em termos financeiros e que tem de ser o Governo a avançar com esse mesmo projeto», analisou a também presidente da Câmara de Cantanhede. Ou seja, na estratégia de Helena Teodósio para a CIM-RC, haverá a ambição de trabalhar a expansão do Metrobus, numa primeira fase, a Mealhada, Cantanhede e Condeixa.
Presidente da Câmara de Coimbra assumiu a condução dos trabalhos até à eleição dos novos órgãos
A CIM-RC, diz a nova responsável, tem inúmeros projetos em carteira, que vão desde o ambiente à cultura, do desporto à ação social. «Existe uma tónica muito grande na questão ambiental, e vamos continuar a fazer este trabalho em conjunto, que passa por potencializar muitos recursos que existem no território, que é belíssimo e que tem potencialidades brutais em termos turísticos», sublinhou.
Outras das questões que Helena Teodósio aflorou foi a Lei das Finanças Locais. «O Governo está, neste momento, a pensar também nessa mesma alteração e nós, é a minha opinião muito pessoal, e portanto neste momento estou a falar enquanto presidente da Câmara de Cantanhede, porque o resto tem que ser debatido naturalmente no Conselho Intermunicipal, temos de fazer pressão para que seja revista a fórmula de transferência de fundos para os municípios e para as freguesias de forma a corrigir assimetrias», precisou. Para Helena Teodósio, a formação de uma região metropolitana de Coimbra «é importante para criar maior coesão territorial».
A lista, a única a votação, fora apresentada pela nova presidente da Câmara de Coimbra que assumiu a condução dos trabalhos até à eleição dos novos órgãos. Ana Abrunhosa, que terá chegado a equacionar apresentar uma proposta para liderar a CIM-RC, abandonou mais cedo a reunião não ficando para a fotografia de grupo com os presidentes de câmara que compõem a CIM.
A autarca considerou, todavia, Helena Teodósio «uma pessoa experiente e dedicada», disponibilizando «todo o apoio» à nova liderança. «O trabalho desenvolvido na região é muito importante, mas neste campo assumo que gostaria de ver criada uma área metropolitana nos transportes», afirmou.
Na primeira reunião do Conselho Intermunicipal da CIM-RC intervieram ainda Jorge Custódio (Pampilhosa da Serra) e António Jorge Franco (Mealhada).












