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Impasse atrasa formação do executivo em Midões

Na freguesia de Midões, concelho de Tábua, não há acordo entre três forças políticas e, por isso, ainda não há executivo para liderar a Junta de Freguesia

Na freguesia de Midões, no concelho de Tábua, o Partido Socialista conseguiu 491 votos para a Assembleia de Freguesia o que representa 47,80% dos votos, contudo, não alcançou a maioria absoluta e, por isso, sem entendimento com as outras duas forças políticas - coligação Correr por Tábua (PPD- PSD/CDS-PP e IL) e o Chega - ainda não foi possível constituir o executivo.

Há cerca de duas semanas, na sessão de tomada de posse dos membros do executivo liderado por Paulo Portugal, eleito pelo PS, apresentou uma proposta de constituição de executivo que foi negada pelos dois partidos da oposição que reivindicam uma outra formação do executivo. A freguesia tem 1.424 eleitores inscritos, por lei, o executivo deve ser composto por 9 elementos, e face ao resultado das autárquicas no passado dia 12 de outubro, o PS elege quatro mandatos, a coligação Correr por Tábua que conseguiu 29,09% dos votos elege três e o Chega que alcançou 19,51% elege dois elementos. Contabilizando os votos destas duas forças da oposição juntos conseguiram mais sete votos do que o PS sozinho.

A freguesia tem 1.424 eleitores e por isso são eleitos 9 elementos para a Assembleia da Freguesia

Face a este impasse político o PS de Tábua publicou um comunicado nas suas redes sociais, apelando ao «bom senso e responsabilidade» a todos os eleitos à Assembleia da Freguesia, «não criando obstáculos à ação de quem venceu as eleições autárquicas».

Em resposta a este comunicado, a coligação Correr por Tábua afirma que o «o PS mente à população», uma vez que «não houve qualquer reunião entre a lista e o PS», como foi avançado pelo PS em comunicado. «Devemos todos trabalhar em conjunto e em prol da freguesia de Midões, que assim decidiu através da votação», argumenta José Francisco, candidato à freguesia pela coligação, justificando o voto contra a proposta do PS.

O Chega, que alcançou menos de metade dos votos do Partido Socialista, também exige um lugar no executivo não aceitando «ser figurante numa junta que quer decidir tudo sozinha».

Até ao momento, não é conhecida qualquer decisão que possa solucionar este impasse político que impede a formação de um executivo. Nesse sentido, a realização de novas eleições poderá ser uma hipótese para clarificar esta situação, dando assim aos eleitores o direito de exercer o seu voto

Novembro 7, 2025 . 09:40

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