
Coimbra ganha nova alegria com a arte circense instalada na Praça da Canção
O espetáculo proporcionado pelo Super Circo de Israel Modesto é de tal forma «grandioso, surpreendente, cheio de números arrepiantes e momentos de pura beleza» que de cada vez que regressa a Coimbra, o público (das mais diversas idades) não perde oportunidade de ver os artistas em ação.
Depois da estreia na noite da passada sexta-feira, as sessões sucederam-se ao longo do fim de semana, com a afluência de muitas pessoas.
A poucos minutos do início do segundo espetáculo de sábado, todo o staff estava a postos para acolher o público, constituído maioritariamente por famílias, com muitas delas a destacaram-se pelo entusiasmo e alegria dos mais novos.
Foi o caso dos irmãos Madalena e Rodrigo, de nove e cinco anos de idade, respetivamente, que já dentro da tenda gigante não escondiam a alegria de regressar ao Super Circo, confessando que gostam de ver os palhaços.
Outra opinião manifestou à reportagem do Diário de Coimbra a pequena Sofia, de 10 anos, que sempre que o Super Circo chega à sua cidade regressa com os familiares, dizendo-se encantada com os números dos acrobatas e trapezistas, recordando uma acrobata «pequenina» do Super Circo que auspiciava rever nesse dia.

Com 28 anos, Cintia Modesto é artista de circo desde os 12, mas confessa que esta arte «lhe corre nas veias», uma vez que nasceu e cresceu numa família de tradição circense que remonta aos seus avós (a avó, de 85 anos, também está por estes dias em Coimbra), com o Super Circo a dar seguimento a esse projeto, porém com um novo nome que vai ao encontro daquilo que se propõem apresentar: «um super espetáculo».
As performances sucedem-se a um ritmo que surpreende a plateia, executadas «apenas por pessoas», sem animais, com alguns «números exclusivos em Portugal», realizados por exemplo, por «um aramista único no país, um equilibrista em cilindros giratórios e outro, também único, com bastões».
Cintia e a irmã Núria são as responsáveis por um duo “nas alturas” de contorcionismo, havendo também a performance de um ginasta com «um estilo mais contemporâneo», além de tantos outros números nos quais se incluem os tradicionais, não podendo faltar os palhaços que arrancam gargalhadas a pequenos e graúdos.

Depois de confortavelmente sentado na plateia, e à hora marcada, as luzes baixam, a música sobe e uma voz off convida a entrar num “sonho” de duas horas, com olhos postos no “céu” do Super Circo, ou na pista redonda, com as expressões e reações a oscilarem entre a surpresa, admiração e os risos, sorrisos que facilmente iluminam os rostos de todos os presentes.
Com lotação para 600 pessoas (na altura do Natal é de 1.500) há novas sessões previstas para o próximo fim de semana, a primeira às 21h30 de sexta-feira (dia 7), às 16h00 e 21h30 de sábado (8) e 16h00 de domingo (9).











