
Centenas de voluntários recolhem donativos para ajudar quem mais precisa
A Liga Portuguesa contra o Cancro (LPCC) está nas ruas, através dos seus muitos voluntários, para o peditório anual que permite angariar fundos para os projetos, apoio social e investigação da associação sem fins lucrativos que apoia doentes oncológicos em todo o território nacional.
Durante quatro dias – desde quinta-feira até hoje – cerca de 700 pessoas no concelho de Coimbra quiseram candidatar-se para serem voluntárias e, assim, colaborar na angariação de donativos monetários a favor da Liga contra o Cancro.
Se, por um lado, uns fazem-no pela solidariedade e sentido de ajuda, Maria do Rosário fá-lo em forma de «agradecimento» a uma associação que lhe deu a mão quando, há quatro anos, descobriu que tinha um cancro na mama.
«Vim de São Martinho do Porto para agradecer a Coimbra e ao povo de Coimbra, porque a Liga Portuguesa contra o Cancro ajudou-me quando mais precisei», começou por contar ao microfone do Diário de Coimbra.
Após uma operação para retirar a mama, seguiram-se sessões de quimioterapia no Hospital de Leiria, e houve ainda a necessidade de realizar sessões de radioterapia no IPO de Coimbra.
«Durante cinco semanas estive cá, tive ajuda para pagar a renda, ajudaram-me a adquirir a prótese mamária e ainda dois soutiens», explicou Maria do Rosário que não esquece as «amizades feitas nessas semanas». Longe de casa durante a semana, os voluntários hospitalares foram a companhia de Maria do Rosário que se sentiu acolhida numa fase mais difícil da sua vida.
De cofre ao peito, Maria do Rosário passou a manhã num estabelecimento comercial, com o objetivo de angariar fundos que possam ser canalizados e ajudar mais mulheres e homens que estejam a passar por uma doença oncológica. «Eu não peço nada a ninguém. Eu estou devidamente identificada e por isso as pessoas que dão, dão com o coração», respondeu quando questionada sobre o apelo à doação. «As minhas caixas [donativos] vão sempre cheias», assegurou de sorriso rasgado.
Aliás, a importância da Liga Portuguesa contra o Cancro na vida desta voluntária refletiu-se ainda antes do diagnóstico. Sim, porque foi num dos rastreios que a LPCC faz em todo o país que Maria do Rosário descobriu o diagnóstico de um cancro da mama.
Em primeira instância negou peremptoriamente qualquer tipo de tratamento oncológico e com o esforço da equipa médica que a acompanhou percebeu que ter um diagnóstico de cancro da mama já não significa ter uma sentença de morte.
Contributo dos voluntários é fulcral para sucesso do peditório anual da LPCC
«O contributo dos nossos voluntários é fundamental para a angariação de fundos», defendeu Margarida Abrantes, voluntária comunitária da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), em conversa com o Diário de Coimbra.
Até hoje, mais de 700 voluntários quiseram juntar-se para colaborar com o Núcleo Regional do Centro da LPCC neste momento importante, para garantir que existem fundos para apoiar quem mais precisa, nas mais diversas vertentes.
Para além dos voluntários habituais, mais de 650 estudantes universitários de Coimbra, Aveiro e também Leiria juntaram-se, através do projeto “GerAção”, criado em 2023, para mobilizar jovens para o peditório anual.











