
Bombeiros com tarefa dificultada para aceder ao hospital
Além das queixas de quem tem que atravessar a ponte para ir trabalhar na margem sul do concelho, verificam-se também constrangimentos para quem tem que aceder, por exemplo, ao Hospital Distrital da Figueira da Foz.
«Não tem sido fácil de gerir», afirma Armindo Bertão.
O comandante dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz recorda o período dos cortes noturnos, indicando que o primeiro auxílio era feito pela secção do Paião, no entanto, nem sempre era fácil dar resposta às necessidades das pessoas, tendo em conta o número mais reduzido de profissionais e de viaturas em relação à corporação no centro da cidade.
«Mas ainda hoje [ontem] a situação foi complicada. Tivemos duas ambulâncias paradas na ponte. Uma era não urgente, mas outra seguia em emergência e esteve mais de 10 minutos parada na ponte porque não tinha por onde dar a volta», critica o comandante. Armindo Bertão explica ainda que mesmo o transporte de utentes não urgentes se torna difícil.
«O condicionamento no trânsito obriga-nos a sair uma hora e meia a duas horas antes, o que fazíamos entre 30 a 45 minutos o mesmo serviço. Mesmo assim, às vezes as pessoas chegam atrasadas às consultas e ainda nos culpam», lamenta.
Já para não falar nos prejuízos para os Bombeiros, que não cobraram aos utentes pela distância percorrida a mais quando foram obrigados a dar a volta pela A17.
Quando a ocorrência diz respeito a um incêndio na margem sul do concelho, Armindo Bertão sublinha que a atuação da corporação é feita em articulação com os Bombeiros Sapadores da Figueira da Foz.
«Falo sempre com o comandante para que uns sigam pela ponte e os outros sigam pela autoestrada para ver quem chega primeiro, pois não há tempo a perder», frisa.











