
Augusto celebrou 100 anos, Celeste fez 99 e os dois festejaram 77 anos de casados
É uma curiosa história de longevidade a vários níveis. Se não é comum que uma pessoa chegue ao seu centenário, mais difícil é que um casal ande por lá perto e, muito menos ainda que marido e mulher celebrem uma digna longevidade no casamento. Mas aconteceu, no concelho de Arganil.
Augusto Gama, utente da ERPI da Casa do Povo de Cerdeira e Moura da Serra, no concelho de Arganil, comemorou 100 anos, juntando a sua festa de aniversário à da sua esposa, Celeste Castanheira, que tinha feito no dia 22 de setembro 99 anos. Acabou por ser uma festa tripla, uma vez que o casal aproveitou ainda para assinalar 77 anos de casamento, feitos recentemente.
Festa juntou três efemeridades do casal
A consagração contou com uma missa, celebrada no lar da instituição, pelo padre Albino Camati, que aproveitou o momento para enaltecer o casal «pela vida longa que já têm em conjunto», vaticinando que o casal «seja um exemplo para os jovens casais de hoje». «Deixo os meus parabéns e também os votos para que Deus lhes continue a conceder as suas bênçãos», referiu ainda o pároco, felicitando, de igual modo, cada elemento do casal pela sua longevidade.
Após a missa, que contou com as presenças dos familiares do casal, amigos, utentes, colaboradores e dirigentes da instituição, seguiu-se um almoço, onde foram cantados os parabéns, pelo nascimento de cada um deles e pelo casamento. Na ocasião, Augusto Gama revelou aos presentes que o «segredo» para chegar ao seu centésimo aniversário é «trabalhar e comer bem», recordando, precisamente, a sua atividade laboral ao longo da sua vida.
Augusto e Celeste partilharam com o Diário de Coimbra histórias de uma vida feliz
«Aos onze anos fui para Lisboa, para um estabelecimento na Rua Morais, onde tive o meu primeiro trabalho a carregar garrafões de vinho e anos depois fui trabalhar para uma serralharia onde se faziam estruturas de ferro», revelou, partilhando, com visível orgulho, que ajudou «a fazer e a colocar a estrutura da cruz que está na Basílica de Fátima».
O centenário, ainda trabalhou na Carris, como bate-chapas, tendo colaborado também na montagem dos primeiros oito autocarros de dois andares. Os anos passaram e chegada a hora da reforma, regressou à sua terra natal, a Cerdeira, onde nasceu, foi criado e onde casou com a ainda prima Celeste Castanheira, depois de um namoro, à distância e a quem «escrevia uma cartita».
«Ela esperou por mim», referiu, feliz, Augusto Gama, uma vez que a sua esposa esteve sempre em Cerdeira.













