
Voluntas: Empatia num mundo muito “focado nos ecrãs”
Saído de «conversas de corredor», o Voluntas já conta com 10 anos de ações de voluntariado, um marco que se celebrou ontem entre “amigos”, sendo eles entidades parceiras, coordenação do projeto e, ainda, voluntários que contaram a sua história.
Com palavras especiais, foi Madalena Abreu, professora coordenadora do projeto, que deu o mote para a sessão de diálogo. «Estas ações de voluntariado são um momento em que mudamos vidas enquanto mudamos a nossa vida». Foi uma curta frase que, no final, resumiram da melhor forma tudo o que o Voluntas significa para os voluntários e, ao mesmo tempo, para quem é ajudado.
Em apoio da coordenadora, Alexandre Gomes da Silva, presidente do ISCAC – Coimbra Business School, revelou que esta é uma «experiência transformadora» não só para as pessoas, mas também para a própria escola. «Desenvolvemos projetos de apoio que nos dão uma visão renovada de empatia, de solidariedade. Descobre-se o voluntariado não apenas como uma atividade, mas como a essência da própria vida», uma expressão que retomou ao mencionar que «todos precisamos de ajuda», seja de que maneira for.
“O voluntariado obriga a ouvir o “sim”, o “não” e a justificar-se, e isso é muito importante no mundo atual”
Apesar de não lhe ter sido possível comparecer na sessão, Cândida Malça, presidente do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC), deixou algumas palavras, indicando ser uma «grande honra» reconhecer este aniversário. «Com as atividades desta ação de voluntariado ganha-se um renovado sentido de responsabilidade. Os estudantes reforçam o seu propósito e a sua solidariedade e vê-se um ensino muito mais humano». Para a presidente, é necessário dar uma “atenção” a este humanismo, para que se possa construir «um futuro mais humano» e com mais «empatia».
Doente, mas com vontade apresentar a sua experiência, Margarida Sofia Ferreira enviou um pequeno vídeo onde destacou a importância de «reconhecer as dificuldades dos outros e tentar ajudar a ultrapassá-las», um dos objetivos do Voluntas.
Finalizadas as intervenções na Sala Fausto Rocha, os representantes de alguns parceiros responderam a questões, da qual se destacou o relato de João Paulo Craveiro, que “generalizou” a experiência, mas dignificou-a. «Cada instituição ensina muito. Temos uma sociedade cada vez mais fechada que se acha ligada ao mundo através de um pequeno ecrã e estas iniciativas, o voluntariado, obriga à interação. Obriga a ouvir o “sim”, o “não” e a justificar-se, e isso é muito importante».










