
Usou isqueiro e incendiou casa onde vivia com irmão
Um homem, de 49 anos, foi ontem detido pela Polícia Judiciária, através da Diretoria do Centro, por suspeita da autoria de um crime de incêndio urbano em Alhadas, na Figueira da Foz, provocado ao final do dia de sexta-feira, na residência onde vivia, na companhia de um irmão.
Segundo comunicado da PJ, o homem terá ateado fogo à casa com recurso a um isqueiro, «alegadamente num quadro de desavenças familiares, resultando na destruição da residência, a qual ficou inabitável».
O incêndio, frisa a PJ, «colocou em perigo habitações contíguas existentes no local» e só não atingiu maiores dimensões e consequência trágicas graças à rápida e eficaz intervenção dos bombeiros.
O homem terá agido, segundo a PJ, «motivado por um sentimento de vingança contra o próprio irmão, resultante de desentendimentos anteriores, tendo como fim a destruição daquela habitação». Habitação que, segundo fonte da PJ, é uma «herança indivisa», e como tal, não pertence a nenhum dos dois moradores.
O alerta para a ocorrência, segundo o comandante dos Bombeiros Sapadores da Figueira da Foz, foi dado às 18h30, indicando incêndio habitacional na localidade de Porto Liceia, na freguesia de Alhadas.
Chegados ao local, os bombeiros encontraram a habitação já totalmente tomada pelas chamas.
Segundo Nuno Pinto, nem à chegada, nem durante as operações de combate se percebeu a existência de qualquer morador.
Quanto à casa, trata-se de uma habitação «degradada, com muito lixo acumulado, o que facilitou a propagação das chamas», descreveu o comandante, explicando que a habitação ficou sem qualquer condição de habitabilidade.
A intensidade das chamas não permitiu sequer perceber em que parte da casa o fogo teve origem, mas a rápida intervenção impediu que outras habitações na imediações fossem atingidas.
No combate às chamas estiveram 30 operacionais dos Bombeiros Sapadores da Figueira da Foz e dos Voluntários da Figueira da Foz e Montemor-o-Velho, apoiados por nove viaturas. A GNR tomou conta da ocorrência e mais tarde a Polícia Judiciária.
Presente ontem a tribunal para interrogatório, o detido ficou em prisão preventiva a aguardar julgamento.












