
Coimbra escolhida para acolher em 2028 a "Manifesta" - bienal europeia nómada
Coimbra vai ser, em 2028, palco da Manifesta - bienal europeia nómada. O anúncio foi feito hoje pela ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, a publicado há minutos pela Anozero - Bienal de Coimbra, responsável pelo convite à Manifesta para que se "instale" em Portugal pela primeira vez e seja Coimbra a cidade escolhida, cocriando uma edição colaborativa.
«A cada dois anos, a Manifesta muda-se para uma cidade ou região europeia diferente, envolvendo-se com os contextos culturais, urbanos e ambientais locais, ao mesmo tempo que trabalha em colaboração com os cidadãos e as comunidades para reimaginar como vivemos, trabalhamos e visualizamos o nosso futuro partilhado na Europa», explica, nas redes sociais da Anozero.
No anúncio, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, afirmou que «a decisão agora conhecida é de enorme relevância porque, ao reconhecer os méritos da proposta de um diálogo transformador entre a arte e a sociedade, atrai para a cidade, para a região e para o País um grande evento cultural com um comprovado retorno económico um reconhecido potencial turístico».
«Trazer a Manifesta para Coimbra é uma oportunidade estratégica que reflete o compromisso do Governo com a Cultura nas suas várias vertentes e em todo o território. Especialmente interessante nesta Bienal, para além da visibilidade internacional, é a capacidade de regeneração urbana com impactos duradouros e a mobilização e formação de equipas nacionais», afirmou ainda a governante.
Para Hedwig Fijen, diretora da Manifesta, esta bienal «entra numa nova fase de colaboração intercultural no panorama das artes e da arquitetura europeias, ao estabelecer uma parceria com a bienal Anozero, sediada em Coimbra. Esta iniciativa notável, liderada por Carlos Antunes e Désirée Pedro, reflete um compromisso partilhado de trabalho conjunto entre instituições e contextos. Acolhemos calorosamente a sua visão e acreditamos que tais práticas colaborativas entre instituições, comunidades, coletivos e artistas não são apenas essenciais, mas podem muito bem representar o futuro do mundo da arte».












