
Culturas em festa pelo concelho de Cantanhede
Quem tiver dúvidas de que a cultura e as tradições são elos de união entre os povos, basta “dar um salto” a Cantanhede ou a alguma das suas freguesias e assistir à presença e aos espetáculos dos 10 grupos de países tão diferentes, como a Albânia, Argentina, Bulgária, Chéquia, Chile, Colômbia, Costa do Marfim, Costa Rica, Polónia, Espanha e, claro está, Portugal.
Até dia 13 de julho, decorre o Folk Cantanhede - Festival Internacional de Folclore, que envolve cerca de 300 participantes, unidos pela mesma paixão de divulgar as tradições, através da dança, da música e da partilha. Nesta equação, a língua não é uma barreira e isso mesmo tem ficado claro nas 17 edições anteriores.
Maria Leonor, residente em Cantanhede, acompanhada por duas amigas, assistiu ao desfile internacional dos grupos participantes, desde a zona do Parque de São Mateus até aos Paços do Concelho, onde decorreu a sessão oficial de abertura, com audição do hino dos 10 países participantes.
Sem dúvidas de que o Folk Cantanhede, organizado pelo Cancioneiro de Cantanhede e com certificação pelo Comité Internacional de Organizadores de Festivais de Folclore e Artes Tradicionais (CIOFF), é «uma das grandes manifestações folclóricas, a nível nacional e internacional», Helena Teodósio fez questão de expressar «o grande orgulho» do município em acolher uma iniciativa que promove a ligação à cultura e às raízes.
«Hoje é o dia que faz 20 anos de muito trabalho e muita dedicação», salientou a presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, já depois de Paulo Marques, mentor do Folk Cantanhede, recordar que foi, exatamente, há duas décadas que nasceu a ideia de criar o festival, que teria a primeira edição em julho de 2006. «Todos unidos por um mundo melhor era a palavra de ordem», referiu.
«Passados estes 20 anos valeu a pena», sublinhou Paulo Marques, na sessão oficial nos claustros dos Paços do Concelho.
Nuno Caldeira, presidente da União de Freguesias de Cantanhede e Pocariça, referiu que o concelho acolhe «uma iniciativa de excelência», que bem que pode simbolizar a paz no mundo, enquanto Alexandra Rodrigues, em representação da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), também salientou que o Folk «une as populações» e «é uma demonstração que a cultura não se impõe». «É um bom exemplo do que se pode ir fazendo em prol da paz na mundo».
Os dados estão lançados e se há marcas identitárias de alguns países - como as castanholas de Espanha ou o tango da Argentina - até dia 13, os 10 grupos vão andar pelo concelho de Cantanhede a espalhar as danças e cantares dos seus países.
Hoje, há espetáculos em Ourentã (Sete Fontes), Montinho, Corticeiro de Cima, Fonte de Angeão, Sanguinheira e, a terminar, Febres.











