
“Coimbra Invest Summit já é um evento de referência e está consolidado”
Diário de Coimbra Coimbra está prestes a receber mais uma edição do Coimbra Invest Summit. Os números revelam um crescimento relativamente às edições anteriores. Como dizia o presidente da Câmara Municipal, demonstra todo o potencial que estava, se calhar, escondido na cidade?
Miguel Fonseca Sem dúvida. É a terceira edição do Coimbra Invest Summit, que está em crescimento acelerado. Aliás, como o próprio concelho. Este evento tinha dois grandes objetivos quando foi gizado e foi construído de raiz: por um lado, posicionar Coimbra no radar dos investidores. E esse é um feito que está conseguido. Nos últimos anos, um conjunto de empresas multinacionais escolheu Coimbra para se instalar e disso virão dar testemunho, no Coimbra Invest Summit, e, por outro, mostrar a consistência, a qualidade, a excelência do nosso ecossistema empresarial, de empreendedorismo e inovação. E, seja em número de participantes inscritos no evento, seja em termos de diversidade de oradores, em termos de variedade do programa, na componente de internacionalização que vem também vindo a ser reforçada, mas, sobretudo, porque este é um evento que posiciona Coimbra no radar nacional e internacional. Como o senhor presidente referiu, o Coimbra Invest Summit é já um evento de referência e vai continuar a ser, seguramente, porque está já consolidado. Nasceu com alguma desconfiança, eventualmente, de todas as partes, que não dos promotores e da nossa parte nem dos parceiros, mas tem vindo a crescer de uma forma sustentada e acelerada e não temos dúvidas nenhumas que o caminho está trilhado, é um caminho de sucesso, é um caminho de ambição e este Coimbra Invest Summit, no fundo, é a materialização dessa estratégia.
Quais as expectativas para 2025?
Há aqui alguns dados que gostaria de realçar e que são muito importantes. Por um lado, a mais do que duplicação do espaço que é disponibilizado de forma gratuita a empresas, instituições e startups, até a um limite de 100. Temos também a Gala de Reconhecimento de Mérito Empresarial, que vai reconhecer mais de 200 empresas do nosso concelho. Temos também um conjunto de novas valências, a questão do reforço da presença internacional, nomeadamente da comitiva de Halle, e cujo Parque Tecnológico também estará presente e será alvo de uma receção oficial. Há o Ireland Portugal Business Network...Também a questão do espaço lounge para networking, a sala B2B para o contacto direto entre investidores... Há aqui um conjunto de mais-valias que vão alavancar o evento para um nível que já não pode parar. A partir daqui, a trajetória de crescimento vai seguramente continuar.
E nesta terceira edição surge um novo cluster: o Turismo.
Exato. O evento foi pensado de raiz como sendo o evento de afirmação dos dois principais clusters, a Saúde e a Tecnologia. O ano passado, acrescentámos o Espaço e, de facto, conseguimos mostrar, penso eu, com bastante sucesso, a excelência do trabalho desenvolvido nesse cluster nomeadamente no âmbito do trabalho com a Agência Espacial Europeia no IPN. E, este ano, acrescentamos o Turismo, porque é também um potencial, é uma área estratégica para o país, é uma área estratégica também para Coimbra. E é importante frisar que daqueles 100 participantes, estão reservados cerca de 80 para empresas e instituições e 20 para startups, porque, efetivamente, vamos aqui mostrar todo o caminho, toda a cadeia de valor desde uma simples ideia de negócio que será apresentada, por exemplo, no Ineo Start do IPN, até às empresas perfeitamente consolidadas no mercado nacional e internacionalizadas, as principais exportadoras. Conseguimos, com o evento, cobrir toda a cadeia de valor das empresas e isso é um feito importante. Naturalmente, nunca nada está alcançado, nunca nada está conseguido, mas eu penso que temos aqui todas as condições para que este evento cresça ainda mais e vai, seguramente, também constituir uma alavanca importante para o Coimbra Invest Summit de 2026.
E sentem esse retorno quando falam de colocar Coimbra no radar do investimento?
Sem dúvida. Há dados que são muito importante que apontam no sentido de que as seis a sete empresas multinacionais que já se instalaram em Coimbra, ao longo dos últimos três anos, terão gerado ou gerarão, até o final deste ano, cerca de 700 postos trabalho estimados, mas as suas perspectivas são de alcançar mais de mil no final de 2026. Aliás, ainda recentemente anunciámos a instalação de mais uma empresa multinacional francesa no nosso concelho. É um trabalho que também nos tem permitido que grande parte do talento gerado nas nossas instituições de ensino superior possa retornar a Coimbra. Há uma das empresas multinacionais, nunca é demais referi-lo, que quando lançou a call para o seu escritório de Coimbra foi, entre aspas, buscar ou roubar quase 20, 25% desses novos postos trabalho a escritórios que estavam localizados noutras cidades em Portugal. É muito importante estarmos todos sentados à mesa, estarmos todos a remar no mesmo sentido. Este é um processo que está sempre em contínuo, sempre aberto à entrada de novos parceiros, de novos patrocinadores, de novos players que se queiram associar a esta missão, que é uma missão comum de posicionarmos Coimbra no radar dos investidores e, sobretudo, mostrar como Coimbra é o local certo para viver, para trabalhar, para investir e é, seguramente, o melhor concelho do país.
Anteciparam a realização de outubro para julho. É para manter?
A decisão relativamente à data é uma decisão sempre tomada em concertação com os parceiros. Este ano é um ano especial, como nós sabemos, é um ano de eleições autárquicas, o evento normalmente decorre no outono. Foi o espaço temporal que ficou fixado no ano passado, na primeira edição que ocorreu no final de setembro, mas também, sempre em ajustamento com os parceiros, alteramos a sua realização para meados de outubro e meados de outubro coincidia exatamente ou com a realização das eleições autárquicas ou com o processo da transição para o novo executivo. E, naturalmente, não o poderíamos fazer mais tarde, também não faria sentido. Em concertação com todos os parceiros, foi entendimento generalizado que a sua antecipação para os dias 2 e 3 de julho, inclusive até numa onda muito positiva, que vem desde a realização do concerto dos Guns N' Roses, desde a realização do Praxis Beer Fest, de outros eventos, nomeadamente as Festas da Cidade. No próximo ano, depois, ver-se-á, provavelmente, voltará à sua localização temporal mais habitual, que será o outono.











