
APA adjudica reposição artificial de areia na Figueira da Foz para combater erosão
Numa nota de imprensa divulgada por Santana Lopes, presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, nas redes sociais, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) anunciou que a intervenção de 21,1 milhões de euros vai permitir a transferência de 3,3 milhões de metros cúbicos (m3) de areia para combater a erosão costeira ao longo de 120 dias de execução. De acordo com o comunicado, trata-se da "maior intervenção de alimentação artificial de praia alguma vez realizada em território nacional".
A obra em questão passa por efetuar a dragagem de sedimentos numa zona a norte do molhe Norte do porto da Figueira da Foz e depositá-los nas praias a sul, gravemente afetadas por fenómenos de erosão. A APA especificou que "os sedimentos serão dragados ao largo da praia da Claridade, sendo depois colocados nas zonas emersa e imersa a sul do esporão 3 da Cova-Gala".
"Esta operação visa repor a linha de costa nos níveis de 2011, antes dos impactos erosivos associados ao prolongamento do molhe norte do porto", acrescentou. Segundo aquele organismo, a empreitada tem financiamento assegurado pelo Programa Temático para a Ação Climática e Sustentabilidade e uma pequena comparticipação do Porto da Figueira da Foz e da Câmara Municipal.
No comunicado, a APA referiu ainda que o projeto foi sujeito a Avaliação de Impacte Ambiental e obteve Declaração Favorável Condicionada, sendo sujeito a "programas rigorosos de monitorização e acompanhamento técnico durante toda a operação". Este processo tem acumulado anos de atraso – foi publicamente anunciado, pela primeira vez em 2019, pelo Governo de então – mas a calendarização estipulada até hoje nunca foi cumprida.











