
Escoteiros de Buarcos assinalam aniversário com nova sede
O n.º 11 da rua dos Cordoeiros, em Buarcos, passou a ser, desde sábado, a nova sede do grupo 207 da Associação dos Escoteiros de Portugal, após vários anos instalado num pavilhão na praia cedido pelo Grupo Instrução e Sport e que ficou destruído com o “leslie”.
Um marco «bastante importante» para os escoteiros, depois de diversos contratempos até conseguirem ver a obra concluída. «Mais do que tijolos, este é o nosso lar.
Estivemos unidos a lutar contra as dificuldades e queremos que este espaço seja para criar novos projetos e alavancar o grupo para novos sucessos para começarmos, agora sim, a ter condições para crescer ainda mais», destacou Pedro Abrantes, escoteiro chefe de grupo.
Com cerca de 50 mil euros gastos nas obras, que ultrapassaram o orçamento inicial «devido a problemas estruturais no edifício que têm sido muito difíceis de resolver», o responsável dos Escoteiros de Buarcos agradeceu o apoio da Câmara Municipal, que cedeu o espaço, da Junta de Freguesia de Buarcos e S. Julião, que deu o seu contributo financeiro, mas enalteceu sobretudo os pais, que foram eles que ajudaram a erguer aquele edifício que pretende, assim, «honrar o passado, dignificar o presente e projetar o futuro».
«Quando abraçámos esta loucura necessária, se queríamos crescer, tivemos que aceitar este desafio. No início não tínhamos quase nenhum dinheiro, mas tínhamos muita vontade de fazer isto acontecer, porque para os escoteiros não há impossíveis», afiançou Pedro Abrantes.
As novas instalações foram inauguradas no âmbito das comemorações do 24.º aniversário do Grupo 207 (assinalado a 6 de maio), numa cerimónia que contou com a presença de Manuel Domingues, vereador da Câmara Municipal, e de Rosa Batista, presidente da Junta de Buarcos e S. Julião, para o descerramento da placa alusiva à ocasião.
«Falar do Grupo 207 é falar de algo que eu vi nascer», afirmou Rosa Batista, revelando que também ela foi escoteira, já em idade adulta, e que é uma experiência que «será para a vida». «Só desejo que continuem na senda das vossas descobertas», almejou a presidente de junta.
«É um dia importante para o Grupo 207. Eu sei que isto foi difícil por causa dos problemas que houve com o espaço, mas com o vosso esforço e resiliência conseguiram umas instalações com muita dignidade», destacou, por sua vez, Manuel Domingues. Dirigindo-se aos escoteiros mais novos, o vereador deixou-lhes palavras de incentivo para o futuro, desejando que continuem a cumprir a conduta do escotismo, com respeito pelos companheiros e pela natureza.
Refira-se que os escoteiros são agrupados por várias divisões, tendo em conta a idade: lobitos dos 6 aos 10 anos; tribo dos escoteiros dos 10 aos 14 anos; tribo dos exploradores dos 14 aos 17 anos; e os caminheiros dos 17 aos 21 anos; a partir daí são dirigentes e chefias. «Não é uma educação formal, mas somos uma escola: de atividades ao ar livre, de criar cidadãos prontos para o mundo, de desenvolver liderança. Sempre dentro dos valores ambientais e do amor pelo próximo e dos deveres para com a nossa fé e a pátria», explicou Pedro Abrantes.











