
Maus cheiros em afluentes preocupam população
Segundo o MUNDA (Movimento em Defesa do Rio Mondego) nos dias 30 de abril e 2 de maio foi possível constatar «mau cheiro e espuma de cor branca» nos leitos dos rios Cobral e Seia, ambos afluentes do Mondego.
No dia 9 de janeiro deste ano, o Diário de Coimbra deu conta de uma queixa semelhante, por parte da mesma entidade, que se demonstra novamente insatisfeita com os trabalhos de cuidado com o rio.
Esta nova reclamação chegou ao nosso jornal através de João Dinis, coordenador do MUNDA, que refere «evidências de mais duas descargas poluidoras».
De acordo com um documento divulgado, estas descargas têm-se «perpetuado» como «sucessivos atentados ambientais», que prejudicam os afluentes e todo o Rio Mondego.
Segundo João Dinis, os «prevaricadores aproveitam o caudal do rio [cheio pelas chuvas] para soltarem [as] descargas».
Descargas aparentam ser recorrentes sempre que o leito do rio enche com as chuvas intensas
A autarquia da freguesia de Meruge já se queixou anteriormente, visto que o Rio Cobral nasce em Seia e atravessa a freguesia, indo, posteriormente, desaguar no Rio Seia, afluente direto do Mondego. A essas queixas juntam-se as feitas por entidades particulares que partilham a preocupação pelo meio ambiente.
«Estas são situações atentórias da qualidade de águas, fauna e flora» que se veem repetidamente “atacadas” por estas descargas. Estes recursos são utilizados para o abastecimento da população.
A MUNDA pede que a situação seja fiscalizada, sinalizada e controlada pelas entidades competentes, bem como pela Guarda Nacional Republicana (GNR) e o SEPNA - Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente, bem como contar coma ajuda do Ministério do Ambiente e da APA - Agência Portuguesa do Ambiente.
O coordenador pede, ainda, que a situação seja regulada de forma mais eficaz, de forma a «desencorajar e responsabilizar» os culpados. «O crime tem que deixar de compensar como aparenta compensar», indica.
No final da nota enviada, é efetuado um pedido para que seja célere a tomada de medidas e que as mesmas sejam de «índole estrutural e capazes de prevenir e evitar, logo na origem, estes atentados ambientais» que são considerados «inadmissíveis».











