
Já há comissão de extinção de União de Freguesias na Mealhada
Foi constituída a comissão de extinção da União de Freguesias da Mealhada, Ventosa do Bairro e Antes. A sessão extraordinária para o efeito contou com alguns momentos tensos no ponto “da eleição dos cidadãos eleitores recenseados na área da freguesia”. Os eleitos do PS afirmaram que a lista apresentada pelo presidente da Junta só continha «na grande maioria membros do Movimento Mais e Melhor» e, depois de uma breve pausa nos trabalhos, um dos membros da assembleia, eleito pelo PS, apresentou outra lista em consonância com o PSD.
A assembleia começou com a “indicação dos representantes dos partidos políticos, que farão parte integrante da comissão de extinção”, ficando assim por inerência o presidente da Junta, Abílio Semedo; Carmina Parreira, pelo Mais e Melhor; João Santos, pelo PS; e Fernando Marques, pelo PSD.
De seguida, Abílio Semedo apresentou uma lista para a «eleição dos cidadãos eleitores recenseados na área da freguesia» de integração na mesma comissão. Na lista, a única apresentada logo no início deste ponto da ordem de trabalhos e, mais tarde, a aprovada, constam Ana Mannarino, Rui Guindeira, Carlos Amorim, Pedro Esteves e Albano Pedro.
Carlos Santos Silva, eleito pelo PS no órgão, defendeu que «a comissão de extinção devia ter uma intervenção de cariz burocrático e não político», logo deveria constar «a intervenção cívica dos cidadãos da União de Freguesias», o que significaria «ter nomes de eleitos desta assembleia».
Reunião deu início ao processo de desagregação, com a escolha da comissão de trabalho
«Devia primar-se pela questão da representatividade e pluralidade política e não de uma única vontade. Três destes nomes têm relações com o movimento independente, não tendo em conta que existem outras sensibilidades e ideias. É um grave atropelo ao exercício democrático, até porque os fregueses não deram maioria absoluta ao Mais e Melhor nesta assembleia», disse o eleito, lamentando que «a comunicação por escrito que fiz (anteriormente) ao senhor presidente, com a sugestão de dois nomes, não tenha tido qualquer relevância». Da mesma bancada, João Santos afirmou que «o senhor presidente devia ter perguntado nesta assembleia se havia pessoas interessadas em fazer parte desta comissão».
A discussão subiu de tom e foi feita uma pausa nos trabalhos, reiniciando com a apresentação de uma segunda lista elaborada por elementos do PS e PSD, onde constavam os nomes de Carlos Silva, Ana Couceiro, Ana Catalão, Rúben Fernandes e António Pires, lista que arrecadou quatro votos contra os nove da primeira apresentada, que tomou logo posse no final da sessão.
Carlos Silva disse esperar que «a União esteja alicerçada de documentos legais sobre esta eleição, porque a lei diz “cidadãos eleitores” e não “eleitos”. PS e PSD tinham expectativa de ver a sua representatividade numa lista plural». Em resposta, Carlos Amorim, presidente da assembleia, referiu que «na composição da comissão tem que estar um cidadão eleitor de cada uma das freguesias a extinguir, o que acontece com a lista, agora eleita».












