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Gerente do Lagoa Azul com morte por agressão na cabeça

Funeral de Luís Dâmaso realiza-se sexta-feira, em Oliveira do Mondego, concelho de Penacova

O empresário assassinado esta terça-feira no seu restaurante, o Lagoa Azul, em Mortágua, terá sido violentamente agredido na cabeça, o que terá provocado a sua morte. Ao que o Diário de Coimbra apurou, Luís Manuel Marques Dâmaso foi encontrado pelos meios de socorro com uma hemorragia gravíssima na zona do crânio e com indícios de esmagamento.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Mortágua confirmou ontem que «a vítima tinha feridas contusas na face e crânio» e «hemorragias visíveis» e isso terá sido a causa da sua morte. Segundo João Marta, o alerta foi dado aos Bombeiros às 18h01, via CODU, dando indicação de uma agressão, mas à chegada dos meios ao local, a vítima já estava em paragem cardiorrespiratória, tendo a VMER dos Hospitais da Universidade de Coimbra declarado o óbito no local. Ainda segundo o comandante, houve apenas registo de uma vítima, pese embora as indicações iniciais de que estariam duas pessoas a necessitar de socorro no interior do restaurante quando este foi assaltado e no seguimento desse assalto cometida a agressão. «Prestamos assistência apenas a uma vítima», declarou, garantindo que não houve qualquer outra pessoa socorrida e no local esteve uma equipa de psicólogos do INEM a prestar apoio a várias pessoas que entretanto chegaram, nomeadamente a família da vítima.
Ao que foi possível apurar, no momento do assalto estaria, além de Luís Dâmaso, um funcionário, que terá sido amarrado. Posteriormente, esse funcionário ter-se-á conseguido libertar e dado o alerta.
Fonte da GNR de Viseu confirmou ontem a situação de «roubo» na sequência do qual «resultou uma vítima mortal», não avançando qualquer informação sobre o ou os autores.
Ainda na terça-feira, a Polícia Judiciária esteve no local e ontem de manhã, os inspetores voltaram ao Lagoa Azul, dando especial atenção a um veículo comercial ligeiro estacionado nas traseiras do restaurante. Fonte da PJ confirmou apenas o «quadro de homicídio em investigação».
Luís Dâmaso, de 52 anos, era gerente do Lagoa Azul, restaurante que explorava há vários anos junto ao IP3. Casado, com duas filhas, era residente na localidade de Paredes, no concelho de Penacova. O seu funeral realiza-se amanhã, às 14h15, da Igreja de Oliveira do Mondego para o cemitério local.
Na aldeia de Paredes, ontem, pouco se sabia além da morte violenta do empresário, havendo, contudo, quem comentasse que Luís Dâmaso já tinha estado preso por incêndio florestal. Em 2022, o gerente do Lagoa Azul incendiou, por duas vezes, uma zona de mato perto do seu restaurante, numa suposta tentativa de atrair clientes, uma vez que o espaço passava por um mau momento. O homem foi julgado, acabando por cumprir pena durante alguns meses.

Abril 10, 2025 . 11:47

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