
Igreja Católica portuguesa reafirma tolerância zero aos abusos sexuais e estuda novo enquadramento estrutural
A Igreja Católica portuguesa reiterou a sua política de "tolerância zero" face aos abusos sexuais, admitindo estar a estudar o enquadramento das estruturas diocesanas e nacionais que lidam com esta problemática.
Em comunicado divulgado após uma Assembleia Plenária extraordinária da Conferência Episcopal Portuguesa, realizada em Fátima, a direção da instituição sublinhou que "a tolerância zero, a escuta das vítimas, a prevenção dos abusos, a formação e a promoção de ambientes seguros continuam a fazer parte das prioridades e do compromisso assumido pela Igreja em Portugal".
A assembleia analisou uma proposta relativa ao futuro enquadramento das estruturas que atuam no acolhimento, acompanhamento, formação e prevenção dos casos de abusos, no seguimento do trabalho desenvolvido nos últimos anos na área da Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis, sem contudo adiantar pormenores.
Os bispos indicaram que, "tendo em conta que vamos entrar numa nova fase, o diálogo e o processo de aprofundamento desta matéria prosseguirão com as estruturas atualmente em funcionamento, tendo em vista a definição da forma mais adequada de continuar esta missão".
Durante a reunião, foi ainda homologada a composição das Comissões Episcopais e da Comissão Mista para o triénio 2026-2029.
Na mesma nota, os bispos manifestaram "profundo pesar" pelo homicídio de Osório Citora Afonso, bispo de Quelimane, em Moçambique.
"Neste momento de dor e luto, os bispos portugueses confiam o seu eterno descanso à misericórdia de Deus e expressam a sua proximidade fraterna à Igreja em Moçambique, à Diocese de Quelimane, aos seus familiares, amigos e a todos os fiéis que com ele partilharam o caminho da fé e do serviço à Igreja", lê-se no comunicado.











