|
Figueira da Foz “Traição socialista” leva Tovim a renunciar à Assembleia Municipal
Nas eleições autárquicas de 11 de Outubro, o candidato socialista Luís Tovim foi o vencedor para a Assembleia Municipal, mas ficou sem maioria (elegeram 11 lugares mais 8 freguesias, PSD 9 elementos mais 7 freguesias, Figueira 100% 5 elementos, CDU e BE 1 elemento cada, a que se juntam ainda as freguesias independentes de Lavos, Quiaios e S. Pedro). Perante este cenário, na primeira reunião da Assembleia Municipal, concorreram à mesa três listas (PS, PSD e Figueira 100%), tendo vencido a lista do PSD, o que deixou todos surpresos e baralhados, e só momentos depois se começou a compreender os reflexos desta votação. Apesar do voto ser secreto, houve logo alguém que apontou os responsáveis por esta “tragédia” política. Depois de alguma reflexão, Luís Tovim explicou que quando decidiu servir a Figueira «foi uma missão que abraçou com coragem e determinação», até porque reunia um conjunto de pessoas que «verdadeiramente quer assumir a responsabilidade política e que tem a competência e vontade para dar o seu melhor». Em nota distribuída ontem à tarde aos jornalistas, Luís Tovim explica que foi sufragado no passado dia 11 de Outubro como o elemento mais votado nas listas do partido socialista para presidente da Assembleia Municipal da Figueira da Foz. Entretanto, na eleição para a Mesa da Assembleia, «pela falta de unidade, transparência, carácter e responsabilidade de alguns deputados do grupo parlamentar do PS», foi eleito o candidato do PSD. «Esta irresponsabilidade só pode ter como consequência a minha renúncia a este mandato». Magoado com a postura de alguns socialistas, Luís Tovim explica que esta sua atitude se deve aos seus «princípios morais e éticos», não conseguindo aceitar a «ausência de coerência e o interesse pessoal acima do interesse colectivo que é o concelho da Figueira da Foz». “Peço que entendam a minha decisão, mas não posso compactuar com traição, falta de respeito, ausência de carácter e com total desapego aos reais interesses da população que em mim votou. A minha credibilidade e os valores morais que me assistem, não convivem com atitudes maliciosas e falta de unidade partidária face aos resultados eleitorais obtidos. Entendo que é uma total falta de consideração e respeito para com o eleitorado, por parte de alguns responsáveis do partido socialista da Figueira da Foz», diz, em discurso directo para «os eleitores que nele votaram». Na nota que dirigiu à imprensa lembra que «é cada vez mais necessário que os partidos mostrem à sociedade que cumprem com os seus compromissos. Estarei sempre disponível para a defesa incondicional da vontade dos figueirenses de uma forma digna, séria, responsável e desprovida de qualquer interesse material ou pessoal».
|