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consumo de cerveja Portugueses bebem menos de metade da media europeia
Da história ao estilo (na exposição), das nacionais às estrangeiras (na degustação), da melhor para o peixe à melhor para a carne, no Fermentarium 2009, a decorrer desde o passado dia 14 até 30 de Agosto no Casino Figueira, pode descobrir tudo sobre cerveja. No hall de entrada está patente uma exposição que vai desde as cápsulas e garrafas de cerveja de todo o mundo até aos copos, passando pelas miniaturas de camiões de transporte e outros artigos cervejeiros, podendo-se ainda conhecer o processo de fabrico da cerveja. Nos espaços de restauração do Casino estão disponíveis ementas à base de cerveja e uma carta de cervejas estrangeiras, que contempla algumas das melhores marcas do mundo. Ao longo do Fermentarium 2009 é eleita, diariamente, a cerveja do dia que é a recomendada pelos especialistas. O Fermentarium 2009 contempla ainda palestras, degustações e harmonização de cerveja com outros produtos. Na terceira palestra desta iniciativa com o tema “A história e o processo de fabrico da Cerveja”, José Sobral, técnico e consultor da Central de Cervejas com formação específica na Bélgica, foi o orador convidado, que reconheceu que em Portugal a cultura da cerveja só apareceu a partir de 1979 e que até então o vinho «foi sempre a bebida preferida dos portugueses». Numa palestra pouco concorrida, José Sobral, falou da história da cerveja cujas primeiras referências aparecem 35 mil anos Antes de Cristo e que 1.500 anos AC apareceram túmulos com desenhos sobre a cerveja. Para aquele técnico, a cerveja «é uma bebida saudável, que não faz mal à saúde quando bebida com moderação» talvez porque «é um alimento puro e bastante equilibrado». Por outro lado, reconheceu que o consumo é baixo, que teve uma ligeira subida em 2001 (cerca de 3%), mas que ainda está longe da média europeia (menos de 50%) com uma média de 68 litros per capita, enquanto que na Europa essa média ronda os148 litros por pessoa, sendo os checos e os alemães os maiores consumidores. Deixou, como novidade, que «na Europa o grande consumo está já a ser na cerveja turva com muito mais vitaminas e proteínas», mas que em Portugal essa cerveja dificilmente se impõe «porque os portugueses vão dizer que está suja ou os barris foram mal lavados!». José Sobral explicou ainda os tipos de fabricação da cerveja e os produtos que são utilizados, falando por último daquelas que são consideradas as melhores e as mais saborosas cervejas do mundo. Jantar ao som da música e da dança flamenca Leonor Leal, António Molina ‘El Choro’ e David Pérez são os protagonistas da noite de hoje no Casino da Figueira da Foz. O espectáculo de música e dança flamenca acontece após o jantar que está marcado para as 20h30, e apresenta três expoentes daquela tradicional dança espanhola. Leonor Leal descobriu o flamenco aos 18 anos e em 2008 estreou a sua própria Companhia no Festival de Jerez com o espectáculo ‘Leoleolé’ que obteve enorme êxito, tanto da crítica como do público, tendo sido finalista no Certame Nacional de Coreografía de Dança Espanhola e Flamenco. Segue-se ‘El Choro’. António Molina, natural de Huelva teve o pai como primeiro mestre. Com origens na etnia cigana, baila com a alma, sem coreografias ou regras. Temperamental, o seu potente sapateado alia de forma magistral a técnica com a improvisação e é considerado um dos mais conceituados bailadores andaluzes da actualidade. Destaca-se a sua passagem por Philadelphia (International House), Nova York (The Danny Kaye Playhouse), Miami (Miami Festival) e o Festival de Flamenco de Monterrey (México). O final do espectáculo cabe a David Pérez, que tem actuado em todo o mundo, destacando-se as participações no II Festival Internacional de Flamenco de Ankara (Turquía), 11th International Mediterranean Youth Festival de Antalya (Turquía) e no Festival de Flamenco de Chicago (EUA).
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