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último adeus a vasco gervásio Coimbra despede-se do capitão com palmas A saída do corpo de Vasco Gervásio do Pavilhão Jorge Anjinho, rumo ao cemitério da Figueira da Foz, foi carregada de simbolismo
As palavras custam a sair em momentos como estes, porém, é precisamente nestas ocasiões que se tem a noção da nobreza das pessoas. E quem se deslocou ao Pavilhão Jorge Anjinho onde esteve em câmara ardente o corpo de Vasco Gervásio, um dos grandes símbolos da Académica, teve plena consciência dos valores do capitão, como era carinhosamente chamado pelos academistas. Muitas pessoas associaram-se ao funeral do ex-jogador da Académica, proporcionando a Vasco Gervásio um último adeus digno e comovente. Natural de Malveira, onde nasceu a 5 de Dezembro de 1943, Gervásio foi médio e capitão da Académica nos anos 60 e 70, tendo disputado 430 jogos ao serviço da Briosa, sendo o segundo jogador com mais jogos pelos estudantes. 284 vezes capitão da equipa, suplantou a marca de Mário Wilson, que capitaneou a Briosa 207 vezes. Estreou-se a 30 de Setembro de 1962, num jogo com o Académico de Viseu e terminou a carreira a 17 de Junho de 1979 (com 35 anos), contra o Vitória de Guimarães, quando João Moreno era, na altura, presidente academista. O corpo esteve em câmara ardente no Pavilhão Jorge Anjinho de onde saiu ontem para a Figueira da Foz, onde foi cremado, segundo vontade expressa por Vasco Gervásio.
Mancha Negra oferece silhueta Ao longo dos dois dias em que o corpo de Vasco Gervásio esteve no “Jorge Anjinho”, a Mancha Negra colocou juntamente com uma frase a foto de Vasco Gervásio que por várias vezes exibiram no Estádio Cidade de Coimbra. No final, antes do cortejo fúnebre sair em direcção à Figueira da Foz, com passagem pela Academia Dolce Vita, responsáveis da claque entregaram essa foto a Pedro Bastos e Luís Neves, companheiros de viagem de Gervásio nos jogos da Briosa fora de Coimbra. «Este gesto simboliza a importância que a Mancha Negra dá aos jogos que a Académica faz fora», afirmaram os responsáveis da claque.
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