
Albino Camati apresenta o livro “Via Sacra”
Albino Camati, (um dos padres ao serviço das paróquias da Unidade Pastoral de Arganil) lançou no Espaço Manuel da Costa, da Editorial Moura Pinto, na Benfeita, o livro “Via Sacra”, com ilustrações de Alberto Péssimo, pseudónimo de Carlos Dias.
«Procurei manifestar em cada texto que aqui aparece, uma imagem da esperança», referiu Albino Camati, recordando que a «Via Sacra, ou o sofrimento, é uma dimensão humana muito controversa, para todos nós humanos e sobretudo para os cristãos». «Sabemos que o sofrimento faz parte da nossa existência humana, mas o sofrimento, como todos nós sabemos, é difícil de encarar, sentirmos na pele, perante o qual acabamos por interrogar a nossa própria existência, interrogamos a nossa própria fé e acabamos por buscar conceitos ou teorias que muitas das vezes não nos dão respostas», acrescentou o padre.
Ainda assim, considerou o escritor, «o sofrimento tem a sua beleza, é um espaço de exercício para a esperança, dentro do sofrimento, nós exercitamos a esperança». Por isso, aconselhou, «não fujamos do sofrimento, porque não é possível fugirmos do sofrimento, procuremos aceitar as nossas cruzes, procuremos levar a vida e aceitarmos todas as dimensões que elas são capazes de nos oferecerem». «A esperança não engana, porque uma vida sem esperança é uma vida sem um amanhã e a esperança é que nos dá a conclusão de que o amanhã acabará por ser melhor que o dia de hoje», concluiu.
A apresentação do livro coube a Nuno Gomes, diretor do jornal A Comarca de Arganil, que começou por aludir aos dois autores. «O que os une é o amor à vida, é a celebração do encanto dessa vida, seja ela terrena ou seja ela depois da morte», sublinhou, referindo ainda que «quer o Alberto, quer o Albino, partilham o humanismo. Seja ele um humanismo cristão, seja ele um humanismo mais terreno». De acordo com o seu livro, «queremos acreditar em algo maior, em algo que nos faça sentir que a nossa existência tem um sentido. E esse sentido não se pode esgotar no momento da morte». «Os benfeitenses, os naturais e os naturalizados, devem ter muito orgulho nesta terra, nesta zona que nos envolve, com as serras, com as nossas tradições, com a Torre da Paz», vaticinou o também vice-provedor da Misericórdia de Arganil.
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