
Netanyahu confirma candidatura às legislativas de outubro
Benjamin Netanyahu anunciou esta segunda-feira que será candidato às próximas eleições legislativas em Israel, marcadas para outubro, afirmando que pretende conquistar um novo mandato à frente do Governo.
“Vou candidatar-me e tenho a intenção de ganhar”, declarou o primeiro-ministro israelita durante uma conferência de imprensa, a primeira após o anúncio do acordo entre os Estados Unidos e o Irão para pôr termo ao recente conflito entre os dois países.
A decisão surge num contexto de crescente pressão política. Netanyahu enfrenta críticas de partidos da oposição e de setores da própria coligação governamental, que questionam a sua atuação durante o conflito com o Irão e com o Hezbollah, no Líbano.
O partido Likud já tinha confirmado, na quarta-feira, a recandidatura do líder israelita. Num comunicado, a formação política afirmou que “Netanyahu irá concorrer às próximas eleições e, com a ajuda de Deus, irá vencer”.
A reação surgiu após declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, que colocou em dúvida a intenção de Netanyahu de permanecer no cargo após o fim da guerra. Em entrevista à ABC, Trump referiu que o chefe do Governo israelita tem desempenhado o papel de “primeiro-ministro em tempo de guerra”, sugerindo que a conclusão do conflito poderia influenciar os seus planos políticos.
Netanyahu é o líder que mais tempo permaneceu no poder em Israel. Exerce funções quase ininterruptamente desde 2009, depois de um primeiro mandato entre 1996 e 1999.
Apesar da sua longevidade política, continua a enfrentar forte contestação. Muitos israelitas responsabilizam-no por não ter antecipado o ataque lançado pelo Hamas em outubro de 2023, que provocou mais de mil mortos em Israel. Entre as críticas contam-se ainda a gestão do alistamento militar dos ultraortodoxos e o crescente isolamento internacional do país.
Segundo uma sondagem recente do Instituto para a Democracia de Israel, realizada entre 31 de maio e 5 de junho, 61% dos israelitas consideram que Netanyahu não deveria candidatar-se às próximas eleições. Entre os cidadãos palestinianos de Israel, essa percentagem sobe para 83%.











