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Capacidade de superação lusa vai inspirar “estrelas” do Europeu

Abertura | Cerimónia de abertura do Campeonato da Europa de Canoagem enalteceu a recuperação de um espaço que sofreu graves danos em fevereiro e agora recebe 39 países para uma grande prova

Superação e resiliência. A recuperação do Centro Náutico de Montemor-o-Velho feita em tempo recorde será certamen­te motivo de inspiração para os atletas que hoje iniciam a participação no Campeonato da Europa de Canoagem de Velocidade, Paracanoagem e Masters que decorre até domingo. Ontem, foi bonita a cerimónia de abertura, juntou entidades, desfilaram as bandeiras dos 39 países presentes na competição e depois foram apresentados todos os 26 atletas que vão representar Portugal. “Pagaiar por Portugal” é a música oficial da competição e pertence aos Quinta do Bill.

«É um dia muito importante para Montemor. Há alguns meses, muitos duvidaram que estaríamos aqui», disse José Veríssimo. O edil de Montemor foi o primeiro a usar da palavra depois do desfile dos países e recordou «o cenário de destruição» que assolou a região e em especial aquele espaço. Destacou «a determinação, união e trabalho conjunto» pa­ra que este Europeu fosse uma realidade, desejando que esta «capacidade de superação» sirva de inspiração para todos os atletas num «palco de talento, dedicação e ambição» disse José Veríssimo.

«Não havia “plano B” e em pouco mais de três meses reerguemos este Centro». As palavras são fortes e pertencem a Ricardo Machado. O presiden­te da Federação Portugue­sa de Canoagem (FPC) falou em «orgulho e alegria» por «mais uma grande organização internacional», assente numa «visão estruturada» que é uma imagem de marca de Portugal. O dirigente elogiou e agradeceu aos parceiros, realçou o papel de relevância da canoagem lusa quer no plano desportivo, quer no organizativo. Aos “craques” presentes, desejou «uma excelente competição e que regressem a casa com boas memórias».

Margarida Balseiro Lopes fez um discurso emotivo assente na capacidade de superação lusa. «Este é um evento importante para a canoagem europeia, para o desporto português e para o nosso país», frisou ministra da Cultura, Juventude e Desporto. A concretização desta organização era «um objetivo coletivo», lembrando que «as cheias colocaram em causa» esta competição, mas «Portugal não podia abdicar deste Europeu», um país que «é palco de grandes eventos desportivos». Margarida Balseiro Lopes lembrou ainda os 121 milhões de euros de apoio extraordinário ao desporto que «reconhecem a importância do papel do desporto» em Portugal.

A fechar os discursos oficiais, Jean Zoungrana presidente da Federação Internacional de Canoagem, agora designada como Paddle Worldwide. «Este campeonato é especial e estamos a fazer história. Um novo nome que reflete uma nova ambição e uma nova identidade», frisou.

A decisão, recorde-se, foi tomada em Antalya, na Turquia, e entrou oficialmente em vigor este ano. O dirigente agradeceu a todos por esta organização e declarou o Campeonato da Europa «aberto».

Houve dança e aplausos, houve música, fotos e muitos sorrisos.

A comitiva lusa foi depois a palco, ofereceram prendas às entidades oficiais e Hélio Lucas foi o porta-voz de Portugal que quer “medalhas”, mas essas têm várias formas de ser vistas e alcançadas.

«Para nós é um entusiasmo muito grande, porque depois de estarmos condicionados durante dois meses de treinar aqui e de nos prepararmos na nossa casa, ver isto a ser recuperado e ver como está hoje já tudo com as condições para treinarmos, para competirmos, para receber aqui as pessoas e as equipas, é um momento que nos deixa orgulhosos. Os atletas estão bastante entusiasmados», disse o diretor técnico nacional da FPC. E quando se trata de canoagem, as medalhas vêm à conversa de forma rápida. «Encaramos este Campeonato da Europa, até pelo facto de ser em casa, com a responsabilidade que ele merece, mas encaramos também co­mo um processo de qualificação para os Jogos Olímpicos que é bastante importante para nós. Temos uma equipa que vai lutar por medalhas, temos uma equipa feminina que é jovem e está a começar a dar os primeiros passos, e temos uma equipa nas canoas que estamos a fazer um processo a longo prazo, por isso estamos em três patamares na luta e por diferentes “medalhas”, uma que é chegar a finais B, outra por lutar por finais A e ainda outra que passa por ganhar medalhas nessas finais A», destacou.

Junho 11, 2026 . 08:00

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