
Jovens e seniores lançam ideias para transformar Coimbra
A Mata Nacional do Choupal, o Parque Verde do Mondego e o Estádio Universitário são os três espaços de fruição pública que mais preocupam os alunos das turmas de 2.º e 3.º ciclo dos Agrupamentos de Escolas Coimbra Oeste e Martim de Freitas que participaram na Assembleia do MyPolis Gerações, plataforma digital que surgiu para aproximar os cidadãos dos seus representantes políticos, sendo uma rede cívica focada na transformação social.
No auditório do Instituto Português da Juventude, ontem de manhã, foi o momento de os jovens apresentarem os projetos idealizados para transformar Coimbra, após um longo trabalho em grupo que incluiu seniores de várias instituições, a duas individualidades com responsabilidades autárquicas na cidade, nomeadamente, Maria Manuel Leitão Marques, presidente da Assembleia Municipal de Coimbra, e Alberto Barreira, diretor do departamento de Educação e Saúde da Câmara de Coimbra.
No caso da Mata do Choupal e do Estádio Universitário, os dois responsáveis, embora garantissem fazer chegar a informação a quem de direito, explicaram aos jovens que não são responsabilidade direta da autarquia, pelo que terá de ser o ICNF - Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e a Reitoria da Universidade de Coimbra a resolver os problemas identificados.
Já em relação ao Parque Verde, a melhoria e a limpeza dos sanitários e a colocação de sinaléticas para sensibilizar as pessoas para que o lixo seja depositado nos caixotes e não no chão foram as propostas apresentadas.
Maria Leitão Marques, além de garantir que as propostas chegariam aos seus destinatários, afirmou que iria propor à presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, «não só a intervenção nos sanitários do Parque Verde como também o seu alargamento». Já Alberto Barreira mostrou-se satisfeito por «pessoas tão novas estarem preocupadas com os espaços verdes da cidade».
A MyPolis é uma organização de impacto social que promove a democracia ativa, cuja missão é criar «espaço para uma democracia para todos, da literacia à ação. «Com as nossas ferramentas, implementadas em escolas, associações e serviços públicos, os cidadãos assumem o seu papel político: desenvolvem contributos cívicos para os desafios do seu território, colaboram com os seus representantes políticos e tornam-se verdadeiros transformadores sociais», revelaram os responsáveis pelo projeto.











