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Itecons mostra equipamentos tecnológicos de vanguarda

Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico para a Construção, Energia, Ambiente e Sustentabilidade mostrou à sociedade o que faz. Há equipamentos únicos, diz diretor

O Itecons promoveu ontem um dia aberto, que permitiu à comunidade ver um pouco da vanguarda aplicada à indústria, em múltiplas áreas. Divididos em seis grupos de 25 pessoas, rapidamente preenchidos, os visitantes conheceram equipamentos únicos que fazem a ponte entre ciência e indústria.

Ao Diário de Coimbra, o diretor do Itecons resumiu um pouco o objetivo do “open day”, que o instituto pretender repetir a cada ano. «Queremos que as pessoas de fora tenham oportunidade de ver o que fazemos», com «um conjunto de equipamentos muito relevantes» e que representam um investimento na ordem dos «26 milhões de euros». Aqui, acrescentou António Tadeu, «temos coisas únicas» que «vale a pena as pessoas de fora conhecerem», com o também professor universitário a explicar que os grupos são reduzidos para que as visitas sejam produtivas.

Os participantes, maioritariamente de empresas, algumas que já trabalham com o Itecons mas por vezes limitadas ao interface com uma pessoa, procuraram inteirar-se do trabalho do instituto no seu todo. O que podem conhecer de vanguarda tecnológica? «Coisas únicas, por exemplo uma câmara anecoica de mil metros cúbicos» que permite determinar potências sonoras. Nessa câmara, prossegue António Tadeu, o nível sonoro é muito baixo, «inferior ao que se pode ouvir em termos humanos», ou seja, as pessoas não têm capacidade de ouvir níveis tão baixos. Outro exemplo, explicou o responsável, é uma impressora 3D que permite fazer impressões de peças até 10 metros, o que pode permitir «um salto na construção civil».

O Itecons, refira-se, desenvolve atividades de investigação aplicada, ensaios laboratoriais, consultoria e formação na construção, energia, ambiente e sustentabilidade. Com áreas de química, biologia ou bioquímica, faz ensaios de elementos construtivos, de peças mecânicas para comboios de alta velocidade, de carros, ou tão-só de bombas de calor ou de ar condicionados. «São áreas muito diversificadas que já se afastam muito daquilo que é a engenharia civil, onde começámos», observa António Tadeu, ao notar que as 135 pessoas que trabalham no instituto são de diferentes áreas de conhecimento (civil, mecânica, eletrotécnica, arquitetura, da química, bioquímica, materiais, ambiente…). «Temos uma panóplia muito grande de áreas, porque entendemos que o conhecimento é cada vez mais transversal e interdisciplinar», frisa, para depois reforçar o papel de transferência de conhecimento do Itecons, que «não faz nenhum trabalho que não envolva a indústria» ou não contribua para o seu desenvolvimento prático. Por duas razões: por um lado o instituto «quer ser útil», por outro precisa de verbas, porque nada recebe do Orçamento do Estado e tem de pagar ordenados.

Open Day Itecons 29 T

Perceber vibração das estruturas com recurso a drones

No Itecons, os equipamentos, de muitas áreas, têm na sua maioria a possibilidade de intercomunicação via wireless. Do instituto, e dos conjuntos laboratoriais, apenas se consegue transmitir, numa notícia, uma imagem quase redutora, face ao “mundo” tecnológico presente. Fica no entanto a certeza de que o instituto quer acompanhar o futuro, em que entram, por exemplo, os drones. Atualmente, o Itecons já coloca drones para além do que é vulgar fazerem (mapeamentos, levantamentos, etc). Com vários drones em voo simultâneo, esclareceu António Tadeu, já «conseguimos caracterizar estruturas», através da interpretação das imagens captadas, o que permite, também a título de exemplo, determinar o modo de vibração das estruturas. É «o futuro» que o Itecons quer acompanhar, com investimentos, porque se não o fizer, «se não acompanhar o desenvolvimento tecnológico e científico, acaba por definhar», disse.

Maio 16, 2026 . 09:45

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