
Eurodeputados pedem mais investimento público
Numa declaração à imprensa em Bruxelas, após uma conferência de alto nível sobre habitação organizada pela Comissão Europeia e a Comissão Especial do Parlamento Europeu sobre a crise na habitação (HOUS), a eurodeputada italiana Irene Tinagli defendeu que "este é o momento de agir".
Conhecemos o diagnóstico, sabemos o que pode e deve ser feito. Agora temos de passar para o próximo nível. O que toda a gente [na conferência] defendeu é que são necessários recursos: a crise na habitação requer recursos enormes", afirmou.
A eurodeputada, presidente da comissão HOUS, reconheceu que não basta investimento público para resolver a crise na habitação, mas frisou que esses investimentos também são necessários.
"Precisamos de algum tipo de apoio para os governos nacionais ou regionais, para as autoridades locais que estão a tentar aumentar os investimentos em habitação acessível e social", referiu.
Irene Tinagli defendeu que a forma como esses fundos são disponibilizados deve ser "bem desenhada", para impedir que se crie "mais especulação" e garantir que se regressa a um "mercado habitacional mais funcional".
"O nosso foco deve ser responder às necessidades das pessoas e das famílias e garantir que isto não nos volta a escapar do controlo, como aconteceu no passado. Estamos conscientes de que isto vai exigir um esforço enorme, mas este é o momento de o fazer, porque estamos a discutir o próximo Quadro Financeiro Plurianual (QFP)", afirmou a eurodeputada, referindo-se ao próximo orçamento comunitário da UE, para o período entre 2028 e 2034.
Irene Tinagli frisou que, na conferência de hoje de manhã, praticamente todos os intervenientes defenderam a necessidade de o próximo orçamento comunitário incluir fundos exclusivamente dedicados à habitação -- uma medida que já consta na proposta inicial da Comissão Europeia.











