
Aumento das operações e detenções demonstra “proatividade policial”
Os números do último Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) que deixaram claro o aumento da criminalidade geral no distrito de Coimbra não ficaram de fora da cerimónia que assinalou o 148.º aniversário do Comando Distrital da PSP de Coimbra, mas o comandante Sérgio Ferreira Loureiro deixou claro que «importa analisar os indicadores» que apontam uma «redução de 13%» de casos de criminalidade violenta ou grave.
«A criminalidade geral subiu 8%, mas a criminalidade violenta ou grave reduziu cerca de 13%, dado significativo para esta análise», sublinhou.
«A variação da criminalidade foi, em grande parte, impulsionada pela intensa atividade preventiva e repressiva da PSP» salientou durante a sua intervenção, onde os dados da atividade demonstravam um aumento significativo da atividade da PSP, refletindo-se, por sua vez, em mais detenções e apreensões em diferentes crimes. Quanto ao tráfico de estupefacientes houve um incremento de 22%, com 114 pessoas detidas e mais de 16 mil doses apreendidas pelas autoridades e, em relação a 2025, houve mais 48 crimes relacionados com a imigração ilegal.

ealça-se ainda o «aumento de 12% nas operações policiais», relacionadas com a prevenção e segurança rodoviária e fiscalizações regulares que somam 1365 operações, ou seja uma média de quatro operações por dia. Em resultado, a PSP de Coimbra registou um aumento de mais de 100% de casos de condução sob o efeito do álcool ou ainda identificação de pessoas que conduziam sem habilitação para tal.
No total, registaram-se 711 detenções relacionadas com estes crimes, «mais 47%» relativamente a 2024, assumiu o comandante.
Durante o ano de 2024 foram identificados mais de 680 suspeitos, levando à detenção de 44. O comandante destacou ainda a apreensão de mais de 430 armas, às quais se somam 348 entregues de forma voluntária pelos cidadãos.
«A presença da Polícia na rua é - e bem – reclamada pela população, claro indício de que continua a ser um pilar de segurança emocional e da confiança dos cidadãos e, portanto, da sociedade», defendeu o comandante Sérgio Ferreira Loureiro, alertando para o risco dos «populismos e das respostas fáceis para problemas complexos». Para o comandante, é claro que «a exploração do medo, ainda que infundado, tem hoje, neste contexto, um impacto profundo na vida das nossas comunidades e não contribui, seguramente, para a paz social e para a tranquilidade pública».
Nesse âmbito, o secretário de Estado adjunto realçou a instalação de mais 38 câmaras de vigilância em Coimbra para «ajudar o trabalho das forças de segurança» e assegurar uma maior segurança em zonas mais sensíveis da cidade.
Violência doméstica cresce
Os números apresentados no RASI demonstram um aumento de casos de violência doméstica em todo o país e constituem uma «preocupação para as autoridades», afirmou o secretário de Estado Adjunto da Administração Interna, Paulo Simões Ribeiro. «Se há área sobre a qual as forças de segurança estão sensíveis e atuam com proatividade é na problemática da violência doméstica», avançou, acrescentando que ao longo do ano são feitas mais de 30 mil ações de sensibilização nas escolas e na comunidade.
Novas instalações da PSP de Coimbra na mira
A intenção da Câmara Municipal de Coimbra de avançar com a construção de uma nova esquadra da PSP na zona da Baixa foi acolhida com agrado pelo Comando Distrital. A disponibilidade demonstrada pelo município em encontrar um terreno e avançar com o projeto revela, do ponto de vista da PSP, «o compromisso do município de Coimbra com a segurança e com as condições de trabalho dos profissionais da PSP», salientou tanto o diretor nacional adjunto da Unidade Orgânica de Operações e Segurança, superintendente-chefe, Neto Gouveia, como o comandante da PSP de Coimbra, Sérgio Ferreira Loureiro.











